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O futuro que já chegou ( para nós brasileiros)

Por Maya Santana

Os brasileiros estão não só vivendo mais, mas melhor também

Os brasileiros estão não só vivendo mais, mas melhor também

Os brasileiros estão vivendo mais e melhor. Isso é indiscutível. Hoje, as pessoas envelhecem com muito mais saúde, com maior capacidade de manter a qualidade de vida e também com a possibilidade de continuar utilizando sua experiência profissional de maneira produtiva. Todo esse cenário já faz com que a forma de envelhecer que conhecíamos dê lugar a um novo processo.

O antigo paradigma de que os jovens aprendem, os adultos trabalham e ganham a vida e os idosos descansam vem caindo por terra. Os idosos não querem mais se aposentar aos 55 ou 60 anos e parar. Agora são ativos, independentes, buscam hábitos mais saudáveis e têm mais energia que muitos jovens.

Segundo o diretor do departamento de Estudos em Demografia da Universidade de Harvard, David Bloom, que esteve no Brasil para participar do VII Fórum da Longevidade Bradesco Seguros, o Brasil será o Japão de hoje em termos de envelhecimento da população. Desde o pós-guerra, em 1945, a expectativa de vida no Brasil vem aumentando significativamente.

David Bloom, da Universidade de Harvard: Brasil será como o Japão

David Bloom, da Universidade de Harvard: Brasil será como o Japão

“Longevidade aumentou, a renda per capita dobrou, a expectativa de vida cresceu e a educação melhorou”

A idade média da população brasileira nos anos 50 era de 20 anos, hoje é de 30, e a previsão é que chegue a 45 anos em 2050. A expectativa de vida aumentou 25,4 anos de 1960 a 2010, passando de 45 para 73,4 anos. É uma grande conquista. No entanto, precisamos nos preparar e nos planejar para desfrutar dessa longevidade da melhor forma.

Atualmente, 11% da população brasileira tem mais de 60 anos. A expectativa é que os indivíduos entre 60 e 80 anos cheguem a 14 milhões em 2050, contra 3 milhões em 2011. Já os com mais de 80 anos passarão de 22 milhões para 64 milhões. Isso porque a média de fertilidade, que em 1950 era de seis filhos, caiu para 1,7, o que coloca o Brasil cinco anos à frente da média mundial.

Esse fenômeno abre desafios e oportunidades importantes para a sociedade, que precisam ser avaliados com rapidez. A França, por exemplo, demorou 115 anos, a partir de 1865, para dobrar de 7% para 14% o número de pessoas com mais de 60 anos. Continua em www.valor.com.br

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