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Como fazer para que idoso doente se alimente bem

Por Maya Santana

Normita, 85, com a filha Ana e o bisneto de poucos meses,

Normita, 85, com a filha Ana e o bisneto Erak, de 5 meses

Passando os olhos pelos Facebook esta manhã, encontrei este texto tão útil da jornalista Ana Castro sobre como conseguiu fazer a mãe, Normita, 85, há uma década sofrendo de Alzheimer, se alimentar direito. Normita, nascida na lendária Santo Amaro da Purificação, na Bahia, desaprendeu a mastigar. Graças à dedicação da filha e de uma equipe de profissionais, hoje, ela se alimenta muito bem.

Leia o texto:

Para comparar e estimular quem vive o drama de fazer um idoso comer, tão complicado quanto alimentar um bebê: as fotos são do cardápio de hoje (macarrão bifun, palmito, beterraba assada, costelinha de porco no molho de soja, brócolis no vapor e ovo caipira ) e de tentativas frustradas de almoço para Norma Castro há alguns meses: omelete, feijão, purê de batata, frango, ovo, tudo junto e misturado, tudo separado. Nada dela aceitar…

Glicemia subindo, anemia, prostração. E como dar medicamentos a quem não se alimenta direito?

Diálogo diário cifrado entre mim e equipe: – Tá indo? – Não! – Parou!.

Prato colorido, com todos os alimentos no seu devido lugar

O cardápio de Normita hoje: macarrão bifun, palmito, beterraba assada…

Normita havia desaprendido como mastigar, engolir, segurar talheres, levar à boca, etc…Uma refeição durava 2 horas e ela ficava exausta.
Aceitava apenas chocolate, geleia, Nutela, pão, carboidratos pastosos. Ingeria cerca de 200 ml de líquidos, com bastante dificuldade. Sem tônus, apática, quase imóvel.

Hoje, décimo ano da Doença de Alzheimer, ela se alimenta muito bem, quase sem glúten e lactose, em 6 refeições diárias. Deu bastante trabalho identificar e articular tantos profissionais talentosos e dedicados, envolvendo nutricionista, geriatra, clínica geral, acupunturista, dentista, fisioterapeuta, fonoaudióloga, enfermeiras, técnicas de enfermagem, cuidadoras, empregadas.

Detalhes fizeram a diferença: cardápio, equilíbrio de nutrientes, textura e sabores, produtos orgânicos, preparo minutos antes de servir, forma de arrumar o prato, uso das cores. E escolha de prato com borda, dimensão e pegada dos talheres, jogo americano, guardanapos, cadeira ergonômica com braços, almofadas, pontos de fuga para a visão, ambiente claro, calmo, sem distrações.

Temos muito a comemorar. Nosso esforço está registrado e merece ser compartilhado porque faz toda diferença na qualidade de vida de idosos dementes. Afinal, comer tem tudo a ver com viver.

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2 Comentários

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Fatima 27 de outubro de 2018 - 14:54

Minha mae está co anemia crônica e ñ quer alimentar..

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meire faverani ribeiro 23 de abril de 2018 - 08:26

minha sogra precisa se alimentar para voltar a viver.

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