O largo sorriso de Mick Jagger ficou congelado

Por Maya Santana
Numa apresentação em Shangai, na China, cinco dias antes do suicídio da namorada

Em Shangai, na China, 5 dias antes do suicídio da namorada

Um excelente artigo do jornal El Pais sobre como Mick Jagger, 70, está profundamente abalado com o suicídio da namorada, a designer L’Wren Sott, 49, na segunda-feira passada, dia 17. Os dois estavam juntos há mais de uma década. Ela se enforcou no apartamento onde morava em Nova York. Mick ficou tão desnorteado que, num episódio único na história da banda, cancelou todos os shows que fariam na Austrália e na Nova Zelândia. E, segundo a imprensa americana, estaria tendo problemas para dormir.

Leia o artigo do El País:

Dessa vez, Mick Jagger e os Rolling Stones receberam um golpe baixo. A decisão de suspender os shows na Austrália e na Nova Zelândia, depois da notícia do suicídio de L’Wren Scott, de 49 anos, não tem precedentes. Os três membros oficiais da banda se uniram publicamente à consternação de Mick Jagger, que manteve uma relação de 13 anos com a designer.

Que se saiba: antes, as mortes de pessoas próximas nunca deteve o espetáculo. Em 1969, reapareceram em Hyde Park dois dias depois que Brian Jones morreu afogado em sua piscina. Brian estava há um mês fora do grupo e os Stones souberam converter seu show londrinense numa homenagem ao falecido, a quem, na verdade, detestavam e haviam abandonado por se impossível a convivência.

Os dois  namoravam há 13 anos

Os dois namoravam há 13 anos

Em 1976, o segundo filho de Keith Richards e Anita Pallemberg, foi encontrado morto em seu berço na Suíça; tinha pouco mais de dois meses. Richards estava em Paris, mas não saiu de lá: decidiu manter o show daquela noite. Em 2006, quando faleceu o pai de Jagger, tampouco se suspendeu a atuação prevista em Las Vegas.

Assim eram os Stones. Duros, profissionais, aparentemente insensíveis. Nos anos selvagens, viajavam com um séquito que vivia no limite. Se alguém tropeçava e caía, nem sequer olhavam para trás. Mesmo que fosse um amigo íntimo, como Gram Parsons, que o introduziu nas secretas chaves do country: foi derrubado por uma overdose em 1973 e ninguém viajou para os EUA para apresentar seus respeitos ao defunto. Que, aliás, foi roubado e incinerado no deserto. O mais absurdo costuma se converter em realidade entre a aristocracia do rock.

Um mulheraço de 49 anos, com 1,91cm de altura

Um mulheraço de 49 anos, com 1,93cm de altura

Não é um mundo ao qual qualquer um possa ter acesso. Para fazer vida social, os Stones preferem gente livre de compromissos profissionais, com encanto pessoal e carteiras bem recheadas. L’Wren Scott não era o tipo: era uma empreendedora muito ocupada, que de modelo passou a designer, depois de trabalhar como estilista para estrelas de Hollywood. Dirigia uma empresa de moda, LS Fashion Ltda., que, segundo o que foi publicado nos últimos dias, acumulava prejuízos milionários, coisa desmentida pelo porta-voz da designer. Sua autoestima, seu orgulho de criadora que se fez sozinha, a impedia de se queixar ou de pedir ajuda a Mick Jagger.

Na tropa stoniana, era a última a chegar; não podia provocar o menor rumor de que se tratava de uma caçadora de fortunas. E muito menos na extensa família Jagger, que inclui filhas e filhos de quatro mães diferentes (sua neta Assisi, filha de Jade, vai convertê-lo em bisavô). Os outros quatro membros do grupo, com estéticas bem definidas, tampouco comemoraram a chegada de uma mulher altíssima, com conceitos muito claros sobre como roqueiros maduros deviam se vestir no cenário. Com grosseiro machismo, alguns sócios insistiam em chamá-la de “a Yoko Ono de Mick Jagger”. Clique aqui para ler mais.


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1 Comentários

manuel domingos 27 de novembro de 2014 - 14:53

Ela dava de dez em Yoko Ono.

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