fbpx

México vê a morte de forma festiva, como nenhum outro país

Por Maya Santana

'El Jarabe en Ultratumba', de José Guadalupe Posada

‘El Jarabe en Ultratumba’, de José Guadalupe Posada


Neste sábado, 2 de novembro, Dia de Finados ou dos Mortos, um amigo veio me visitar. Conversa vai, conversa vem, começamos a falar da morte e ele me disse que havia ficado impressionado quando visitou o México com a maneira muito menos dramática, mais realista e até festiva com que os mexicanos tratam seus mortos. O meu amigo vive viajando, conhece um sem número de países, e me disse que nunca viu coisa igual em nenhum dos cantos do mundo em que esteve. Lendo o El País, me deparei com este artigo, explicando por que os mexicanos têm essa relação especial com a morte.

Leia:

Em 2 de novembro se celebra no México o Dia dos Mortos. Mas, ainda que muitos sintam saudades ao se lembrar de pessoas que se foram, não se trata de um dia triste. A festa dos Mortos, de origem pré-hispânica, é uma das mais importantes do país e representa apenas a ponta do iceberg de uma cultura em que a morte é algo muito mais familiar, com a qual se pode brincar e a qual se rende culto. Como disse Octavio Paz, o único prêmio Nobel de Literatura mexicano: “Nosso culto à morte é um culto à vida”. Estas são as razões pelas quais o México tem uma relação especial com a cultura da morte que fascina o resto do mundo.

A morte é representada de todos as maneiras

A morte é representada de todos as maneiras

1. O Dia dos Mortos tem todos os ingredientes de uma festa (inclusive os mariachis). Nesta data se lembra do morto, mas também do que ele gostava de comer, de beber e a música que escutava. Famílias inteiras vão aos cemitérios com cerveja e comida, que são decoradas com uma flor de outono. Tem até mariachis e trios especializados em ir cantar nas tumbas para animar o ambiente.

2. Um dos símbolos mais conhecidos do país é uma caveira. O artista mexicano José Guadalupe Posada (1852-1913), célebre por suas gravuras, fez da morte um de seus temas recorrentes e a representou como um esqueleto vestido de forma elegante. Assim nasceu La Catrina, uma figura emblemática do Dia dos Mortos mexicano.

3. A celebração dos mortos está relacionada ao orgulho patriótico. Para o México, um país que compartilha uma extensa fronteira com os Estados Unidos, a rivalidade entre o Dia dos Mortos e o Halloween é tema de debate nacional. Ainda que, pouco a pouco, a celebração anglo-saxã tenha se expandido.

4. As crianças estão familiarizadas com o tema. Por isso há até desenhos animados que explicam o Dia dos Mortos. Elas também recebem um presente por esta data, chamado de calaverita (caveirinha). Clique aqui para ler mais.

Veja o vídeo:

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

2 × 3 =

1 Comentários

Avatar
Déa Januzzi 4 de novembro de 2014 - 11:49

Gosto desse ritual e da celebração da vida, mesmo na morte. É incrível.

Responder