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O que é preciso saber sobre reposição hormonal

Por Maya Santana

 Uns especialistas recomendam. Outros não

Uns especialistas recomendam. Outros não

Decidi publicar aqui esse artigo porque considero a reposição hormonal um dos assuntos mais polêmicos quando se trata da saúde de mulheres que passaram dos 50 anos. Há médicos que recomendam a reposição justificando que o método é seguro e eficaz no combate às ondas de calor, alterações do sono e do humor, suores noturnos e perda de apetite sexual. Mas há outros especialistas que são definitivamente contra. No caso desse artigo, os médicos ouvidos são a favor da reposição.

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Ondas de calor, alterações do sono e do humor, suores noturnos e diminuição do desejo sexual. “Esses são só alguns dos sintomas que cerca de 70% das mulheres sentem ao chegar à menopausa”, conta o ginecologista Marcelo Steiner, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP). A reposição hormonal pode ser uma alternativa para ajudar a frear esses problemas. Entre os diversos métodos de reposição, o mais comum é feito com os hormônios estrogênio e progesterona – os chamados bioidênticos. “Eles são produzidos em laboratório, mas têm a mesma composição do hormônio natural feminino e, por isso, as mulheres costumam se adaptar melhor a eles”, explica Marcelo. Mas será que esse é um tratamento realmente necessário? O resultado compensa os possíveis efeitos colaterais? Para acabar com os medos e a dúvidas em relação à menopausa e à reposição de hormônios, o Minha Vida   conversou com um time de especialistas e preparou o quiz que você confere a seguir.

A reposição hormonal só pode iniciada após a parada total da menstruação?
A reposição hormonal pode, e deve, ser iniciada antes da parada total da menstruação. “Ela é indicada quando os sintomas – como as ondas de calor, o estresse forte e a diminuição do apetite sexual – começam a aparecer”, conta o ginecologista Marcelo Steiner. Ele lembra, porém, que o tratamento só deve ser iniciado após avaliação e orientação criteriosa de um médico.

O aspecto da pele melhora em quem faz reposição hormonal?
O geriatra Paulo Camiz explica que a pele na menopausa pode sofrer com a carência de estrogênio e a reposição hormonal ajuda a reverter o quadro. “O tratamento preserva a o conteúdo de colágeno e a espessura da pele, garante mais hidratação e previne a formação de rugas”, afirma.

O desejo sexual melhora em quem faz reposição hormonal?
A reposição hormonal melhora a lubrificação e o trofismo vaginal, diminuindo as dores e, portanto, aumentando o prazer. Mas o desejo sexual também depende de fatores pessoais. “Para pessoas que sentem a diminuição da libido, o indicado é a terapia hormônios andrógenos, que ajudam a despertá-la”, explica o ginecologista Marcelo Steiner.

Existem efeitos colaterais à reposição hormonal?
“Pode haver dor mamária, inchaço, oscilação de humor, dores de cabeça, sangramento vaginal, náuseas e até perda do cabelo, mas a incidência é baixa”, explica Marcelo Steiner. Nesses casos, o médico deve ser consultado para ajustar a dose e o tipo de hormônio reposto.

O risco de câncer de mama é maior em quem faz reposição?
O ginecologista Marcelo explica que a progesterona é usada para proteger contra o câncer de endométrio – já que o estrogênio faz essa camada se espessar – mas, por outro lado, pode, desencadear o tumores nas mamas. Um estudo realizado pelo National Institute of Health (EUA) revelou que mulheres que recebiam a reposição hormonal combinada – com progesterona e estrogênio – tinham maiores chances de desenvolver câncer de mama. Apesar das limitações desse estudo, que usou uma dose muito alta de hormônios para análise, o resultado foi aceito pela comunidade médica. Já o uso do estrogênio isoladamente – que é feito em mulheres que retiraram o útero – não apresenta esse risco.

Mulheres que suspenderam a menstruação não podem fazer reposição?
O ginecologista Hugo Maia Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Ginecologia Endócrina, de Salvador (Bahia), explica que não há problema nenhum em fazer a reposição hormonal mesmo se a menstruação tenha sido interrompida com o uso de medicamentos. “Essas mulheres podem fazer a reposição hormonal sem problema nenhum, não há qualquer contraindicação”, enfatiza.

Qualquer mulher pode fazer reposição hormonal?
O ginecologista Hugo explica que, em alguns casos, está contraindicada a reposição hormonal, mas raramente esse impedimento é absoluto. “Cabe ao médico avaliar individualmente para decidir qual é a melhor terapia, mas quase sempre há uma alternativa”, explica. Alguns exemplos são os casos em que há risco de eventos tromboembólicos – como o AVC e o derrame – e alterações da coagulação, já que a terapia hormonal pode alterar esse fator. Quem tem doença uterina e câncer de mama também deve estar atento aos efeitos dos hormônios. Qualquer outro sintoma que possa ser agravado com a reposição hormonal, como as dores de cabeça, também merece atenção.

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