fbpx

O que podemos aprender com os ‘supercentenários’

Por Maya Santana

Existem hoje no mundo apenas 53 indivíduos com 110 anos ou mais

Existem hoje no mundo apenas 53 indivíduos com 110 anos ou mais

Chegar ao centésimo aniversário é sempre um bom motivo para comemorar, mas hoje em dia existem tantas pessoas com essa idade que os cientistas nem se importam mais em rastrear todas elas.Em 2012, a ONU estimou que existiam 316,6 mil pessoas com mais de 100 anos no mundo. Até 2050 este número deve chegar a mais de 3 milhões.

Uma delas era o português Manoel de Oliveira, que morreu há poucos dias aos 106 anos, após ter feito cerca de 60 filmes – o mais longevo cineasta de que se tem notícia.Já o clube dos chamados “supercentenários” – aqueles que vivem 110 anos ou mais – é mais exclusivo.

Segundo o Gerontology Research Group, empresa em Los Angeles que mantém uma base de dados sobre as pessoas mais velhas do mundo, existem hoje apenas 53 indivíduos vivendo nessa faixa etária. Até o último dia 1º de abril, a mais velha era Misao Okawa, uma japonesa que morreu aos 117 anos.

Okawa e outras quatro mulheres – três americanas e uma italiana – nasceram em 1898 e 1899. Ou seja, viveram duas viradas de século. O que as torna especial é que não haverá no mundo alguém como elas até o ano 2100. E devemos perdê-las dentro da próxima década, já que ser supercentenário é um título bastante efêmero.

O avanço implacável do tempo significa que existe uma rotatividade entre os indivíduos mais velhos do mundo, fazendo com que especialistas de várias áreas – biologia, história e antropologia cultural – se atropelem em busca de aprender tudo o que podem sobre essas pessoas extraordinárias enquanto elas ainda estão entre nós.

E elas são capazes de nos ensinar muito mais do que seus segredos de saúde. O motivo mais óbvio para estudar os idosos com mais de 110 anos é encontrarmos pistas sobre o envelhecimento. “Os supercentenários parecem ter nascido com relógios biológicos mais lentos do que o resto de nós”, afirma Stuart Kim, biólogo de desenvolvimento na Universidade Stanford, nos Estados Unidos.

“Quando essas pessoas têm 60 anos, parecem ter 40; quando têm 90, aparentam 70. E também agem como se tivessem 20 anos a menos.” Clique aqui para ler mais.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

15 + 17 =