O Senegal é aqui

Por Maya Santana
A praia é o grande refúgio, nem sempre muito agradável com excesso de gente

A praia é o grande refúgio, nem sempre muito agradável com excesso de gente

Esta manhã, quando me levantei bem cedinho para a caminhada diária, ao longo do calçadão de Ipanema e Leblon, havia uma brisa fresquinha que me conduziu à falsa crença que o dia seria mais ameno, sem aquele sol inclemente nem o calor que costumam chamar de “senegalesco”.  Ao sair para almoçar, perto da uma da tarde, me defrontei com o termômetro grande marcando 42 graus.  Parece que alguma entidade controladora do clima quer nos torrar. Distante dos ar condicionados e dos ventiladores, a rua parece uma fornalha. Os especialistas alertam, sobretudo pessoas com mais de 60 anos, para o maior perigo causado pelo calor intenso, como o que está fazendo não só no Rio, mas em muitas cidades brasileiras:  é a desidratação.

Leia o artigo  Calor excessivo aumenta riscos à saúde, publicado por O Globo:

O aquecimento global e as mudanças climáticas a ele relacionadas devem levar ao aumento na frequência de eventos extremos como ondas de calor tanto em países temperados quanto tropicais, que terão como consequência um maior número de mortes associadas a estes fenômenos. Só no Reino Unido, a expectativa é de uma alta de 257% na quantidade de vítimas até os anos 2050, afirma estudo publicado nesta terça-feira no “Journal of Epidemiology and Community Health”. Segundo os pesquisadores britânicos, a elevação leva em conta também o esperado envelhecimento da população, já que os idosos são o grupo com maior risco de terem a saúde afetada pelo calor excessivo.

Desacostumados, paulistas não sabem o que fazer com tanto calor

Desacostumados, paulistas não sabem o que fazer com tanto calor

Apesar de ser um país de clima majoritariamente tropical, onde as altas temperaturas costumam ser mais frequentes e maiores do que os em regiões temperadas, e também ver um progressivo envelhecimento de sua população, o Brasil não tem um monitoramento eficaz do problema, critica o geriatra Salo Buksman, diretor da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, que destaca que os idosos brasileiros estão sujeitos aos mesmos riscos dos de países com clima temperado.

— Não há diferenças de adaptação ao ambiente só porque o Brasil é um país tropical, o calor excessivo não é algo a que uma pessoa possa se acostumar — diz. — Somos um país de hábitos ocidentais com uma mistura de etnias semelhante à de outros países ocidentais. Assim, estamos sujeitos aos mesmos tipos de risco que qualquer europeu ou americano.

Segundo Buksman, a principal ameaça à saúde trazida pelo calor excessivo, como o que o Rio experimenta nas últimas semanas, é a desidratação, que pode provocar tonturas, náuseas, queda de pressão, disfunções renais e até mesmo alguns tipos de arritmias cardíacas. E embora qualquer pessoa possa ficar desidratada, são os idosos que correm o maior risco de sofrer com a condição devido a uma conjunção de fatores, explica. Clique aqui para ler mais.

 


CONTEÚDO PUBLICITÁRIO

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário





Utilizamos cookies essenciais de acordo com a nossa Política de Privacidade e ao continuar navegando, você concorda com estas condições. Aceitar Leia mais