O todo poderoso e odiado da arte contemporânea

Por Maya Santana

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É ou não é arte o que Romero Britto faz? Para muita gente, principalmente artistas, o que o brasileiro residente em Miami produz não passa de um trabalho comercial. Se tem ou não valor artístico o que ele apresenta, o fato é que, graças ao seu trabalho, Romero tornou-se milionário e frequenta as pessoas mais ricas dos Estados Unidos. O pernambucano sofre da mesma síndrome de Paulo Coelho, que os escritores teimam em rebaixar para um patamar menor da literatura, mas fatura alto no exterior e, no momento, é o escritor brasileiro mais conhecido lá fora.

Sobre Romero Britto, leia esta ótima reportagem de Gustavo Silva, de Miami, para a revista GQ:

Ao chegar ao Aeroporto Internacional de Miami, logo após descer do avião, o visitante já sente a presença de Romero Britto na cidade. Os funcionários responsáveis por organizar a fila de imigração usam uniformes cujo bordado é estilizado em letras by Britto. Nas lojas do free shop, há uma série de itens – de malas a relógios – estampados por ele. No terminal D, uma loja do próprio artista tem todos os produtos que estão no duty free e mais alguns. E é só o começo.

O atelier dele em Miami tem 15 m2

O atelier do brasileiro em Miami tem 15 m2

Na cidade americana, a principal porta de entrada de brasileiros nos Estados Unidos, as obras do pernambucano estão por todo canto. Além dos objetos, são 18 instalações como Welcome, uma escultura gigante de 8 toneladas (orçada em US$ 6 milhões), localizada na entrada de Miami Beach. Um jornalista local, à época da inauguração da obra, disse que a quantidade de Brittos espalhados pela cidade estava alcançando níveis de insanidade e fetichismo dignos de um virgem colecionador de quadrinhos. A exemplo do que ocorre no Brasil, em Miami a arte de Britto desperta amor e ódio entre os moradores.

Na noite do último sábado de agosto, Romero Britto e Collin Watson, amigo e braço direito do artista, conversavam em pé no bar do Cipriani enquanto esperavam os outros convidados. O papo girava, acompanhado de copos de “suquinho” (como o artista chama o screwdriver, vodca com suco de laranja), em torno de Salvador Dalí, sua esposa Gala e uma história, em vias de acabar, que envolve Nova York, maçãs, cavalos e nudez. A estranha conversa é só mais um dos pitorescos acontecimentos daquela noite.

Ganhando um abraço do presidente Barak Obama

Ganhando um abraço do presidente Barak Obama

São 11 pessoas à mesa, entre elas um Kennedy (Anthony Shriver, fundador da ONG Best Buddies e sobrinho de John, Robert e Ted) e seus quatro filhos, além de um outro Britto (Brendan, de 25 anos, único filho de Britto). “Traz mais um suquinho pra ele”, pede o artista. Trivialidades são discutidas (como a teoria, citada por Anthony, de que todos os grandes líderes da humanidade e mentes brilhantes são horny (excitantes)– “Veja só o Bill Clinton, por exemplo. E o Romero também é super horny!”, brada com bom humor peculiar). Chegam os pratos – ele pede peixe, sua preferência. “Quer mais um suquinho?” Vem a sobremesa. Joey Shriver, de 5 anos, brinca com Romero e o derruba no chão. Todos do restaurante olham para a cena. Alguns se divertem, outros lamentam. Britto é só alegria.

“Bem-vindo à Brittolândia”, me avisa em português claro no dia anterior um dos mais de 90 funcionários do artista brasileiro. Estamos em um tour pelo galpão de 15 mil metros quadrados onde, entre escritórios de administração, jurídico, entregas, licenciamentos e relações-públicas (intitulado de Magical Thinking Art), está também o estúdio de criação de Romero. O espaço, que fica no bairro de Wynwood, é difícil de ser encontrado. Todas as paredes são pintadas de preto, sem adornos. Internamente, todavia, o local é tomado de assalto pela luz branca que reforça ainda mais as cores dos quadros, expostos junto com centenas de produtos licenciados. Há também fotos por todos os cantos. Nelas, o brasileiro está sempre acompanhado de personalidades – chefes de Estado como Dilma e Obama e o ex-presidente George W. Bush, famílias reais diversas, o papa Francisco, Snoop Dogg, entre outras. Clique aqui para ler mais.


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10 Comentários

Leonídia Nicolini Silva 11 de setembro de 2016 - 14:16

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Monike 19 de outubro de 2015 - 11:16

Teimamos em não valorizar o que é nosso…Romero trouxe alegria à arte! A prova mais evidente que a beleza, muitas vezes, está na simplicidade. Arte pop que apaixonou pessoas de todas as idades, inclusive aproximando as crianças da arte. Quando criança, minha artista favorita era Tarsila do Amaral…vivia recriando partes de Abaporu. Hoje Romero consegue, com mais encantamento ainda, envolver crianças nesse fascinante mundo da imaginação, desenho, recriação.

Engraçado o conceito de arte que cada um dá para dizer que Romero não é arte. Quando visitei o MALBA, em Buenos Aires, havia uma tela exposta, acho que 1m², toda amarela, com uma quadradinho de 1 cm no centro, só isso. Bem, para alguns, isso é arte…

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Horacio Moura 29 de junho de 2015 - 23:50

As telas do Romero são lindas, alegra qualquer ambiente… então é arte…! se agrada é arte..ou temos que gostar do que não gostamos de ver..? Romero ´´e o pintor mais imitado do mundo..então é um grande artista..e ponto final..!

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Antonio f reis 27 de abril de 2015 - 23:03

Bem Folclórico o trabalho dele,….gosto de alguns dos seus trabalhos…..

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thainara 23 de abril de 2015 - 15:44

adoroooo as obras do romero britto sao criativas e sao legais

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amanda 10 de março de 2015 - 09:33

desculpa aldaiane eu coloquei seu nome nisso nao foi ela que fez o comentario era so uma brincadeira ela ta aqui do meu lado

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aldaine 10 de março de 2015 - 09:30

to brincadno. eu essas artes adoro romero brito

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aldaine 10 de março de 2015 - 09:28

lixo

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ana 21 de novembro de 2014 - 18:55

esqueci de dizer que gosto, em particular, do retrato da rainha Elizabeth II

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ana 21 de novembro de 2014 - 18:53

Gosto dos retratos que ele faz. São interessantes.

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