O valioso tempo dos Maduros, Ricardo Gondim

Por Maya Santana
O tempo é como o fogo, nos consome e nos torna nada

O tempo é como o fogo, nos consome e nos torna nada

Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para a frente do que já vivi até agora.Tenho muito mais passado do que futuro.

Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de cerejas. As primeiras, ele chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflamados. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte.

Já não tenho tempo para conversas intermináveis, para discutir assuntos inúteis sobre vidas alheias que nem fazem parte da minha.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos. Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário-geral do coral.

‘As pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos’. Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa…

Sem muitas cerejas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade.

O essencial faz a vida valer a pena. E para mim, basta o essencial!

Ricardo Gondim é teólogo


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11 Comentários

gale brandao 26 de abril de 2018 - 07:44

Qual o autor do quadro pintura apresentada ?

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Nicia 30 de setembro de 2016 - 12:31

Sem dúvida retrata o que sinto.Otimo texto.

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Avelina de Aquino Marques 6 de outubro de 2015 - 22:24

Simplesmente real, hoje com a experiência pelos dias vivido sinto que a cada amanhecer tenho uma nova chance de ver e ouvir as pessoas que amo e com quem me relaciono.Agradeço essa chance como um troféu conquistado numa grande disputa. Para mim viver é ter a liberdade de voar sem limites, e sentir a beleza do nascer e por sol, é buscar no sorriso dos meus netos a energia a alegria da vida. À, o passado já foi, hoje estou aqui e o amanhã é incerto, vivo agora alegre e feliz com quem quer minha companhia isso é tudo.

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Tânia Garcia 17 de abril de 2015 - 12:22

Tenho 61 anos, casei com 18 anos, e um casamento só de tristezas e decepção….as únicas alegrias foi ser mãe de 4 filhas e que hoje 2 delas me deram 2 casais de netos, e que me dão forças pra prosseguir,tenho muitos problemas de saúde,mas tenho que prosseguir até a hora de partir, é isso!!

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everailde silva 16 de abril de 2015 - 22:18

É,realmente esta nossa idade nos permite curtir a vida, do nosso jeito, sem importar, se falam, se calam , se sobem ou descem, o que nos importa é viver, e viver bem !

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Ana Lúcia 16 de abril de 2015 - 21:20

Estou com essa mesma visão de vida. Sem tempo para o que não me faz bem.

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Maria Cristina 3 de março de 2014 - 14:40

Sou grande admiradora de Mario de Andrade. Meu pai correspondeu com ele durante os seis últimos anos da vida dele, até 1944, já que faleceu no início de 45. Não me canso de ler seus contos. São maravilhosos. Adorei!

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Carmen Lins 30 de novembro de 2015 - 12:23

Não é de Mário de Andrade o Texto. É de Ricardo Gondim, devidamente registrado na Biblioteca Nacional. Já pareceram como autores Rubem Alves, Mário de Andrade e Artur da Távola. O da Távola escreveu que até gostaria de ser autor deste texto tão bonito, mas não é dele.

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toninho reis 22 de outubro de 2012 - 13:28

Verdade. ja estou nessa por um bom tempinho, mas so o tempo pra nos ensinar. vamos viver o que eh bom pra nos , so isso . o resto e besteira, bjs amei,,,,,,,,,,,,,…………….

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Chandra 17 de fevereiro de 2013 - 07:06

Muito bom Beto. Sem vocea jamais taeirmos estes momentos registrados. Espero que a ABES tenha como armazenar este acervo para no futuro relembramos o nosso passado. As coisas boas que estamos fazendo Uma abrae7o, Vitorio.

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Cristiaen 21 de outubro de 2012 - 23:39

Adoreiiiiiiiiii!

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