fbpx

Obama anuncia reatamento das relações com Cuba

Por Maya Santana

O presidente americano com o líder cubano Raul Castro no enterro de Nelson Mandela

O presidente americano com o líder cubano Raul Castro no enterro de Nelson Mandela

Quando fui alertada pelo meu amigo Daniel Agrela para a notícia que Os Estados Unidos e Cuba anunciaram o reatamento de suas relações diplomáticas tomei um susto. E corri para registrar aqui este momento importantíssimo da História, possível graças à ajuda do papa Francisco, o homem mais importante que o mundo tem neste momento.

Leia a notícia publicada por O Globo com os primeiros detalhes desse acordo histórico:

Após 53 anos de rompimento, Estados Unidos e Cuba vão normalizar integralmente as relações diplomáticas, com abertura de embaixadas em Havana e Washington e recomposição de canais de cooperação e negociação, informaram os governos das duas nações. Para concretizarem o passo histórico, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro autorizaram no primeiro semestre de 2013 conversas secretas de alto nível — que começaram em junho daquele ano, tiveram a bênção do Papa Francisco e foram concluídas ontem, com chamada telefônica de uma hora e meia entre os dois mandatários — e alinhavaram a liberação de prisioneiros cubanos e americanos, o que ocorreu esta manhã.

Os EUA decidiram ainda rever a inclusão de Cuba na lista de Estados que apoiam o terrorismo; relaxar ainda mais viagens e remessas de americanos à Ilha; e liberar várias transações financeiras e tipos de exportações.

Obama e Raúl anunciaram as medidas simultaneamente, em Washington e Havana. Segundo o governo americano, Cuba também fez concessões. Vai liberar 53 prisioneiros que Washington considera políticos (alguns dos quais já começaram a ser soltos), vai facilitar o acesso à internet à população e abrirá espaço para visitas adicionais de avaliação da ONU e da Cruz Vermelha.

— Começamos um novo capítulo nas histórias dessas duas nações das Américas — disse Obama. — Ninguém está bem servido por políticas desenhadas quando a maioria de nós nem éra nascida. Através dessas mudanças, tentamos criar mais oportunidades para os povos americano e cubano e iniciar um novo capítulo.

O embargo econômico continua válido, pois depende de decisão do Congresso americano. Mas foi enfraquecido com as medidas. O objetivo dos americanos, segundo autoridades do primeiro escalão, é aumentar o cacife da sociedade civil cubana e potencializar as reformas que vêm sendo adotadas por Raúl Castro desde que substituiu o irmão Fidel no comando de Cuba, em fevereiro de 2008. E evitar novos atritos.

— Não devemos permitir que sanções americanas aumentem o fardo do povo cubano que queremos ajudar — afirmou Obama.

Os EUA acreditam que as medidas representam um empurrão ao desenvolvimento de empreendedores e críticos cubanos e que Washington tem mais poder de fogo para melhores condições de direitos humanos na Ilha se se engajar com o regime. Isso forçaria correção de rumos em Havana, avaliam autoridades do primeiro escalão, não apenas pela pressão direta de cidadãos e americanos, mas pelo apoio de nações latinoamericanas, que se opõem à política de exclusão que os EUA adotaram a partir de 1961. Clique aqui para ler mais.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

seis − 3 =