Orgasmão e orgasminho

Por Maya Santana

Ivan Martins

Agora que está claro o direito das mulheres ao prazer, agora que os homens estão devidamente instruídos sobre o que fazer, onde fazer e por quanto tempo fazer para levar as companheiras ao clímax, chegou a hora de discutir um tema relegado ao mais completo abandono social e científico, o orgasmo masculino.

Ninguém pergunta aos homens se eles estão satisfeitos com aqueles poucos instantes de prazer que a natureza lhes deu. Todo mundo assume que um breve e intenso espasmo de gozo é o que está disponível para os machos da espécie. Os homens galgam a montanha, se empenham de corpo e alma em alcançar o ápice e, quando finalmente chegam ao topo do Everest, o tempo de olhar a vista é menor que o de dizer abracadabra.

Compare isso com o que acontece no departamento ao lado: os orgasmos das mulheres, francamente, não acabam nunca. Chega a ser humilhante.

Lá está o sujeito, suado e sem fôlego, chegando e já saindo às pressas do Paraíso, quando a parceira começa a gozar. Ela vai compondo uma sinfonia majestosa e demorada – arfa e respira, contrai e geme, começa de novo – que o sujeito assiste da primeira fila, dentro da arrebentação, cheio de orgulho, cheio de admiração e, sejamos verdadeiros, cheio de inveja. Dá uma puta inveja aquele orgasmão de primeira classe, aquela rave dos sentidos, aquela celebração multimídia que faz o nosso gozo parecer uma cópia pirata, um mero e funcional arremedo reprodutivo.

Fui olhar na internet e descobri que os gregos já tratavam desse assunto na mitologia. Quando Zeus discute com a deusa Hera sobre quem entre os humanos tem mais prazer – ele acha que elas, ela acha que eles – os dois pedem a opinião do profeta Tirésias, que fora transformado em mulher e vivera como tal por sete anos. Fora prostituta, casara e tivera filhos. Questionado pelos deuses, o experimentado Tirésias explica que o gozo do homem é “uma décima parte” do gozo da mulher. Leia mais em www.epoca.com.br


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1 Comentários

nenez 1 de outubro de 2012 - 23:13

Será?

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