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Carmen Miranda, a história triste de uma mulher notável

Por Maya Santana

A cantora é tema de estudos de mestrado e doutorado no Brasil

A cantora é tema de estudos de mestrado e doutorado no Brasil

Embora tenha nascido em Portugal – 09 de fevereiro de 1909 -, Carmen Miranda encarnou como ninguém, nas décadas de 30.40 e 50, a brasilidade, admirada pelos americanos e tão criticada por brasileiros naquela época. Dançando com o tabuleiro de frutas na cabeça, balangandãs e seu jeito sensual de mexer o corpo, chegou a ser a atriz mais bem paga de Hollywood. A “Pequena notável”. como foi apelidada, por causa dos seus 1m55cm de altura e enorme talento, pagou um preço alto pelo sucesso. Sua vida profissional e afetiva foi tumultuada – casou-se com um americano que a maltratava. Morreu de um enfarte fulminante na noite de 5 de agosto de 1955, em Beverly Hills, nos Estados Unidos.

Leia mais sobre Carme Miranda nesta artigo do Correio da Manhã:

Nascida em Marco de Canavezes em 1909, a cantora Carmen Miranda deixou Portugal, chegou ao Rio de Janeiro aos 10 meses de vida e ainda hoje, 60 anos após a sua morte, é símbolo internacional da cultura brasileira.

“A rapidez na fala ficou de herança do sotaque do Porto que ela ouvia em casa, onde começou a cantar marchinhas. Mas as outras características de Carmen Miranda são essencialmente brasileiras”, afirmou à Lusa o diretor do museu que tem o nome da cantora, no Rio de Janeiro, César Balbi.

Balbi realçou que a cantora nunca voltou a Portugal após deixar o país, nem mesmo quando esteve na Europa. Carmen Miranda morreu a 05 de agosto de 1955, em Bervely Hills, na Califórnia, após sofrer um enfarte.

O principal legado da cantora, segundo o diretor do museu, foi “levar a imagem de ‘brasilidade’ para locais onde não se conhecia nem a geografia do Brasil”, e divulgar manifestações do país, como o samba, com um estilo e voz próprios.

“Em plena segunda guerra mundial, ela [Carmen Miranda] tinha o poder de distrair, do entretenimento. Ela trabalhava o tempo todo, e entrou numa personagem da qual não podia livrar-se. Mesmo estando triste, ninguém percebia”, afirmou o diretor do museu.

A cantora é tema de estudos de mestrado e doutoramento no Brasil, além de haver oito biografias escritas sobre a sua vida. “A Carmen Miranda está viva”, afirmou Balbi, referindo-se às pesquisas sobre a cantora e ao seu legado.

O interesse do público brasileiro em geral pela artista cresceu apenas após 2005, com a publicação de sua biografia mais famosa, feita pelo escritor Ruy Castro.

Veja as cenas da chegada do corpo de Carmen Miranda ao Rio de Janeiro, onde ficou exposto na sede da Câmara Municipal da cidade:

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3 Comentários

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Wilton 3 de fevereiro de 2018 - 11:43

Carmem Miranda foi a maior embaixadora do Brasil.Ela deixou um legado insupervel!

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ana 9 de fevereiro de 2017 - 15:52

tenho uma enorme admiração por ela!!!!

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MaGrace Simão 8 de agosto de 2016 - 16:11

Até os considerados ídolos, com o tempo, podem ser esquecidos.É triste,muito triste. Uma lástima! MaGrace Simão

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