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Os beijos mais incríveis da história da arte

Por Maya Santana

Feita por Rodin, é uma das representações do amor romântico mais representativa da arte ocidenta

Feita por Rodin: uma das representações do amor romântico mais simbólicas da arte ocidenta

Jason Farago, da BBC, escreveu este artigo sobre os 10 beijos mais conhecidos da história da arte, em exposição nos museus mais importantes do mundo. Cada um tem uma história. E cada história é mais interessante do que a outra. Como “Os amantes de Ain Sahkri”, de 10 mil anos antes de Cristo.

Leia o artigo:

Da pré-História à África contemporânea, o beijo e seu poder de demonstrar o amor foram objeto de inúmeras obras de arte. Aqui estão as mais icônicas – todas elas podem ser encontradas em alguns dos principais museus do mundo.

'Os Amantes de Ain Sahkri' é o registro mais antigo do amor erótico

‘Os Amantes de Ain Sahkri’ é o registro mais antigo do amor erótico

‘Os Amantes de Ain Sahkri’ (‘circa’ 10.000 a.C.)
Encontrada em uma caverna perto de Belém (atual Cisjordânia), esta escultura foi feita por volta do momento em que o Homem passou a fazer uma agricultura de subsistência. É também a imagem mais antiga que se tem do amor de conotação sexual. Apesar de o casal não ter rostos e de ser impossível determinar seu sexo, ele está claramente trocando um beijo: dois amantes, talhados de uma mesma pedra e unidos por milênios. A obra foi adquirida pelo Museu Britânico em 1958.

Vaso de cerâmica com figuras vermelhas de Ática ('circa' 480 a.C.)

Vaso de cerâmica com figuras vermelhas de Ática (‘circa’ 480 a.C.)

Os vasos clássicos da região de Ática, na Grécia, frequentemente retratavam beijos, mas raramente entre homens e mulheres. A demonstração pública de amor heterossexual era condenável, mas o afeto entre homens mais velhos e mais jovens era visto como algo puro e sagrado. O beijo que se vê neste recipiente, que pertence à coleção do Louvre, não é um beijo entre dois amantes na mesma condição: o homem barbado, mais velho, se aproxima do rapaz de rosto limpo, agarra seus cabelos e o puxa para mais perto.

Outro beijo famoso: Hércules e Ônfale (1735)

Outro beijo famoso: Hércules e Ônfale (1735)

Imagens de beijos são surpreendentemente raras em pinturas do Renascimento – é mais comum vermos quadros em que Judas abraça Jesus do que dois amantes de lábios unidos. Mas no início do século 18, com a ascensão do movimento Rococó, o amor erótico passou a se tornar um tema mais frequente entre pintores ambiciosos. Aqui, François Boucher, um dos mais renomados artistas franceses do Antigo Regime, retrata o herói grego na cama com Ônfale, a rainha de Lídia, a quem ele serviu como escravo durante um ano, em outra obra pertencente ao Louvre.

Eros e Psiquê (1787-1793) - está no Museu do Louvre, em Paris

Eros e Psiquê (1787-1793) – está no Museu do Louvre, em Paris

O artista veneziano Antonio Canova foi, de longe, o grande escultor do período neoclássico na Europa, e suas esculturas em mármore exibem um talento incomparável de dar vida a figuras de pedra. Também exibida no Louvre, sua obra-prima sobre o amor mitológico, na qual o deus Eros acorda Psiquê de um estado inconsciente, mostra a elegância e a sofisticação típicas de Canova – uma concorrência consciente dos iluministas com a arte da Grécia e da Roma antigas. Clique aqui para ler mais.

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