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Os segredos de Ikaria, a ilha grega da longevidade

Por Maya Santana

Ikaria: muito peixe, café fervido, legumes e azeite de oliva

Ikaria: muito peixe, café fervido, legumes e azeite de oliva

O hábito de fazer a sesta, aliado a uma alimentação composta de muito peixe, café fervido, legumes e azeite de oliva: a ilha grega de Ikaria, situada no Mar Egeu, que possui dez vezes mais nonagenários que no restante da Europa, divulga seus segredos de longevidade, num estudo realizado por um grupo de cardiologistas.

A Ilha de Ikaria é uma das cinco ‘zonas azuis’ do mundo onde foi recenseada uma alta porcentagem de pessoas muito idosas que levam vida independente, junto com a Sardenha, a região montanhosa da Costa Rica, Okinawa, no Japão, e Loma Linda, na Califórnia.

Loma Linda, na Califórnia, Estados Unidos, é uma das "Zonas Azuis"

Loma Linda, na Califórnia, Estados Unidos, é uma das “Zonas Azuis”

‘Enquanto que no restante da Europa, apenas 0,1% da população tem mais de 90 anos, em Ikaria, a cifra é dez vezes superior, registrando 1,1% em 2009′ declarou Christina Chrysohoou, cardiologista e pesquisadora da Escola de Medicina da Universidade de Atenas, uma das autoras do estudo, durante a apresentação, em entrevista à imprensa.

Em Ikaria, fatores como a hipertensão, colesterol e diabetes ‘aparecem mais tarde’, disse o professeur Christos Pitsavos, coautor da pesquisa. Então, quais são os segredos?

Sardenha, no sul da Itália, é outra das 5 zonas de longevidade no mundo

Sardenha, no sul da Itália, é outra das zonas de longevidade

Eles vivem de uma forma tradicional, associando um regime alimentar compreendendo legumes, peixes e óleo de oliva ao café grego, fervido, que contém mais antioxidantes, duas vezes por dia, além de uma sesta quotidiana, segundo os cientistas, que admitem, também, um fator genético. Os parentes das populações estudadas também morreram com idades bem avançadas. A suavidade do clima e a luz, ajudam a manter uma taxa de depressão muito baixa, segundo o estudo.

‘Desde os anos 1960, fala-se muito do regime mediterrâneo ou cretense, associado à boa saúde e ao baixo índice de doença, mas isso já não é assim em Creta, com 60% dos gregos sofrendo de excesso de peso, com taxa de obesidade geral na Grécia de 20%’, lamenta Chrysohoou.

A ilha de Okinawa, no Japão, onde há muitos longevos

A ilha de Okinawa, no Japão, onde há muitos longevos

‘Ikaria, no entanto, é uma ilha mais recuada, com comunidades pequenas e tradições de vida muito fortes’ diz Christodoulos Stafanadis. Ele também destaca que a boa saúde das pessoas idosas na ilha está provavelmente ligada à manutenção de uma atividade física e sexual regular.

O estudo foi realizado de junho a outubro de 2009 com 1.420 moradores da ilha, entre eles 13% de pessoas com mais de 80 anos. (Fonte: rac.com.br)

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1 Comentários

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Rui Palmela 29 de maio de 2017 - 07:03

Face a uma peça que vi na Sic Noticias relacionado com este assunto da ‘longevidade’ dos habitantes da ilha Ikara onde as pessoas vivem em média mais 10 anos do que em qualquer outro lugar do mundo, tendo sido mesmo entrevistada uma idosa de 90 anos que até sofria alguns problemas de coração, achei muito fraca a noticia que talvez tivesse outro objetivo que não o de informar verdadeiramente a população.

A minha avó era portuguesa vivia em Setubal, tinha 92 anos de idade, era a primeira a levantar-se pela manhã e varria o quintal, ia às compras, cozia sem óculos, tinha uma memória invejável, pois não sofria de Alzheimer, e tinha apenas ‘joanetes’, falecendo devido a uma queda por atropelamento. Caso contrário certamente ultrapassaria os 100 anos…

Um dia perguntei-lhe qual o segredo de sua saude e me disse apenas que não sabia, mas sua vida não foi fácil desde menina e comia muita broa de milho como dizia, sopas de feijão com massa e hortaliça, fruta com pão, peixe quando podia e carne era só “quando o rei fazia anos”, e doces apenas em dias de festa…

Era este duma forma geral o “módus vivendi” dos portugueses mais longevos do país que nunca foram entrevistados nem tão pouco referidos como bons exemplos de hábitos saudáveis que na altura existiam por força das circunstâncias devido ás dificuldades económicas das familias pobres que não pesavam no orçamento do Estado que hoje gasta milhões de euros com um povo cada vez mais doente e incoerente.

Quanto à questão da longevidade do povo de Ikara, ela fica muito aquém do povo Hunza, esse sim o mais longevo do Mundo com um nível médio de vida que ultrapassa em muito os cem anos, havendo registos de 145, enquanto a maioria chega facilmente aos 120 anos… Este sim, seria um assunto para se dar a conhecer ao mundo mas certamente não há muito interesse por parte dos lobbies que dominam os midia e os governos da nossa Sociedade que teriam de explicar o ‘segredo’ daquele povo pela sua longevidade.

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