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Ouro da Amazônia: tira açúcar e gordura do sangue

Por Maya Santana

A fruta é a maior fonte de vitamina "C". Bem mais do que a acerola

O nome é Camu-Camu: maior fonte de vitamina C

Nunca havia ouvido falar desta fruta meio parecida com jabuticaba, originária da região amazônica, mais conhecida dos europeus e dos japoneses do que dos brasileiros, até encontrar este artigo no portal Uai. De nome aparentemente indígena, camu-camu, a planta é a maior fonte conhecida de vitamina C. Seu poder é tamanho que é chamada de “ouro da Amazônia”. Em testes com dois grupos de pessoas, os pesquisadores concluíram que “o pó da fruta contribuiu para a diminuição do colesterol total (e de uma de suas frações, o LDL) e de açúcar no sangue, além de ter tido efeito na redução de peso.”

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Três vezes mais vitamina C que a acerola, 20 vezes mais que a laranja e 30 vezes mais que o limão. Este é o camu-camu, fruta pequenina, nativa da Amazônia e que cresce naturalmente em áreas alagadas e na beira de rios e lagos da região. Jaime Paiva Lopes Aguiar e Francisca das Chagas do Amaral Souza, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), em Manaus (AM), o estudam há mais de uma década e recentemente descobriram que, em forma de pó, o camu-camu é eficiente na redução de açúcar e de gordura no sangue em adultos sadios. E ainda custaria mais barato que a vitamina C industrializada à venda nas farmácias.

“É o ouro da Amazônia. Costumamos dizer que é brasileiro, mas é o europeu que o conhece. É típico de várzea e a população daqui não o consome”, resume Aguiar. A propriedade do camu-camu como fonte de vitamina C é conhecida desde os anos 1960, e sua popularidade como alimento funcional cresceu lentamente até que surgisse possibilidade de exportação para países como o Japão. O camu-camu também é encontrado no Peru (que investe na sua comercialização), Bolívia, Colômbia, Equador e Venezuela.

Nos estudos feitos no Inpa, os trabalhos começaram com a adaptação da planta, um arbusto com cerca de quatro metros de altura, em terra firme. “Em igapós e florestas alagadas, ela só frutifica uma vez por ano. Fora desse ambiente, em solo seco, com adubação e irrigação uma vez por dia, a planta dá frutos três vezes ao ano”, explica o pesquisador. A polpa foi, então, processada, transformada em pó e encapsulada, formato que garante maior validade em prateleira.

Para os testes em humanos, foram criados dois grupos: um recebeu cápsulas de vitamina C e outro, de camu-camu em pó. Os pesquisadores concluíram que o pó da fruta amazônica contribuiu para a diminuição do colesterol total (e de uma de suas frações, o LDL) e de açúcar no sangue, além de ter tido efeito na redução de peso. A redução do colesterol total foi, em média, de 33% no grupo que tomou camu-camu, contra 16% do outro.

Cada cápsula, preenchida com puro pó da fruta, continha 320mg de ácido ascórbico. Para se ter ideia, um único fruto do camu-camu pesa entre 6g e 10g e contém cerca de 180mg de vitamina C, o dobro da necessidade diária de um adulto. No momento, busca-se comprovar também sua eficácia na prevenção de alguns tipos de câncer, entre outros benefícios. Clique aqui para ler mais.

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