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Pai, mãe e filho vão correr de Porto Alegre ao Rio

Por Maya Santana

Os três treinam religiosamente todos os dias, inclusive aos domingos

Os três percorrerão 1.500 km. Eles treinam religiosamente todos os dias

Nas manhãs de domingo, o despertador dispara às 6h30min na casa da família Correa. Em questão de minutos, estão todos de pé. Enquanto Newvani, 41 anos, prepara um sanduíche, sua mulher, Clarice, saboreia o café. O último a aparecer na cozinha, já de calção e tênis, é o filho, Diego, 19 anos. Em um horário no qual vários de seus amigos recém estão voltando para casa depois da balada, ele está pronto para sair.

Às 7h, a família ganha as ruas. Pelas próximas duas horas, enquanto a cidade ainda dorme, pai, mãe e filho correm juntos pela zona norte da Capital. Nem sempre foi assim. Ao longo de uma década, enquanto Newvani mantinha um ritmo agitado de treinamento, dividindo as horas vagas entre natação, musculação e corrida, Diego observava de longe e sem muito interesse a rotina do pai. Foi quando sua mãe resolveu correr ao lado do marido, há cinco anos, que ele passou a ver com outros olhos a atividade:

— Notei que meus pais interagiam muito entre eles e com o pessoal das maratonas. Isso me animou a ir junto.

Em meados do ano passado, atraído pelos benefícios que a corrida trouxe aos pais, Diego resolveu participar dos treinamentos em família. Desde então, emagreceu mais de 10 quilos e mudou os hábitos alimentares. Mas, mais do que os ganhos pessoais, a corrida trouxe para a família uma nova forma de se relacionar. Hoje, os jantares dos Correa são mais animados. Enquanto recuperam as energias na mesa, discutem sobre atividades físicas, compartilham revistas sobre corridas e analisam o desempenho.

— Um motiva o outro. Estamos mais próximos e temos assuntos em comum para conversar – comenta o jovem.

Correr em grupo deixou o laço familiar tão forte que os Correa começaram a fazer planos que vão além dos treinos semanais. Motivado pelo desempenho do filho – que no início corria 20 minutos, e hoje, oito meses depois, aguenta mais de uma hora sem intervalos – Newvani teve a ideia: que tal correr de Porto Alegre ao Rio de Janeiro, alcançando o destino no dia da abertura dos Jogos Olímpicos de 2016? Leia mais em zero.com.br

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