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A Coréia do Sul, país do sudeste asiático, está vivendo uma verdadeira epidemia de solidão. O problema é muito sério, porque não afeta só idosos, mas pessoas de meia idade e mesmo gente mais jovem.
Por isso, a Prefeitura da capital, Seul, criou uma linha telefônica para que as pessoas possam utilizar para conversar com alguém quando se sentirem solitárias. E está investindo o equivalente a milhões de reais na criação de centros para acolher essa parcela da população.
“Seul sem solidão”, nome do programa lançado em 2024, com uma duração de cinco anos, surgiu depois que o país tomou conhecimento que no ano anterior, 2023, foram registradas 3.600 “mortes solitárias” – quando as pessoas morrem e ninguém se dá conta do ocorrido por semanas e até meses.
Leia o artigo completo de Mariza Tavares, do blog Longevidade: Modo de Usar, publicado por O Globo:
Quando se pensa numa loja de conveniência, a imagem que logo vem à cabeça é a de um quebra-galho para comer um sanduíche ou comprar algum item de emergência de madrugada. No entanto, em Seul, capital da Coreia do Sul, foi criada uma nova modalidade: as “lojas de conveniência para a mente”.
O país enfrenta uma severa epidemia de solidão e está investindo num programa de locais acolhedores para quem se sente muito só.
Seul tem perto de dez milhões de habitantes e, nas últimas duas décadas, o número de lares com apenas um morador passou de 16% para 40% dos domicílios da cidade.
Em 2022, uma pesquisa revelou que 62% se queixavam do isolamento e, mesmo entre os jovens, o índice era bastante alto.
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Em todo o país, foram computadas 3.600 “mortes solitárias” em 2023 – quando as pessoas morrem e ninguém se dá conta do ocorrido por semanas e até meses.
Para utilizar o espaço, os visitantes precisam apenas preencher um questionário com cinco perguntas. Ali, é possível fazer uma massagem nos pés, tomar uma sopa de noodles, assistir a um filme, ou simplesmente passar um tempo na companhia de outras pessoas. Ninguém é obrigado a conversar ou interagir. Para os idealizadores do projeto, estar próximo de outros seres humanos é o suficiente. Assistentes sociais estão disponíveis para quem precisa de um apoio maior.
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No ano passado, o prefeito da cidade lançou “Seul sem solidão”, um programa com cinco anos de duração ao qual foram destinados 1.8 bilhão de reais. Em março, foram abertas as primeiras quatro lojas de conveniência para a mente. Em abril, foi disponibilizada uma linha direta que, em julho, já tinha recebido mais dez mil chamadas – o triplo do previsto. Desse total, 63% eram de gente de meia-idade; 31%, jovens adultos; e apenas 5% idosos.
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