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Para nós que amamos tanto a música de Nara Leão

Por Maya Santana

"Samba, Festivais e Tropicália", é o título  do lançamento

“Samba, Festivais e Tropicália”, é o título do lançamento

Os 70 anos de nascimento de Nara Leão (1942 – 1989) foram completados no ano  passado, mas houve poucas homenagens – com exceção do caprichado site em memória  da cantora, bancado pela própria filha, Isabel Diegues. A situação é compensada  com a caixa “Samba, Festivais e Tropicália”, coleção da obra sessentista da  diva.

Nara já foi tema de uma caixa. Há cerca de dez anos, “Nara” e “Leão”  reeditaram o catálogo integral da artista. O primeiro volume é basicamente  reprisado em “Samba, Festivais e Tropicália”. Também incluía faixas bônus, com a  diferença de que elas vinham espalhadas pelos CDs – e não reunidas num mesmo  disco. Mas isso não diminui o lançamento. Ambas as caixas se esgotaram há  tempos, enquanto os álbuns avulsos de Nara permaneceram fora de catálogo.

A caixa tem 13 CDs. Por ordem cronológica temos “Nara” (1964) como primeiro  destaque – o “début” que trouxe a emblemática capa da grife Elenco.  Curiosamente, a musa da bossa nova, cujo apartamento em Copacabana sediou  encontros lendários entre Tom Jobim (1927 – 1994), Vinicius de Moraes (1913 – 1980) e João Gilberto, preferiu se lançar num LP que pouco remetia ao movimento  a que era associada.

A vaga atmosfera bossa novista limitava-se à produção de Aloysio de Oliveira,  que aveludava sambas de Cartola (“O Sol Nascerá”), Nelson do Cavaquinho (“Luz  Negra”) e Zé Keti (“Diz que Fui por Aí”). O repertório também passava por  afro-sambas de Baden Powell e dava voz a novos talentos como Edu Lobo, de quem  gravou a engajada “Canção da Terra” (coassinada por Ruy Guerra).  Leia mais em valor.com.br

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