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Paralisado por acidente, executivo recria carreira

Por Maya Santana

Pedro Janot, ex-presidente da Azul, sofreu uma queda de um cavalo

Pedro Janot, 54,ex-presidente da Azul, sofreu uma queda de um cavalo

Esta é uma história fantástica. Um alto executivo sofre um acidente. Como consequência, fica quase todo paralisado. Aconselhado por um amigo – “nenhum médico, aparelho ou terapeuta vai resolver o seu problema” -, assume a própria recuperação, como se tivesse administrando uma empresa. O resultado é extraordinário, como você pode ver neste artigo publicado pela Folha de São Paulo.

Leia:

Executivo com experiência à frente de grandes empresas, Pedro Janot, 54, trouxe a Zara para o Brasil , fortaleceu a Richards e ajudou a criar a Azul. Em 2011, quando presidia a companhia aérea, caiu do cavalo e perdeu os movimentos dos braços e das pernas. Tentando recriar sua carreira, ele se elegeu “presidente da própria cura”, que chama de sua quarta start-up. Janot acaba de lançar um livro sobre seus tempos de Azul e planeja o futuro.

Era o início do feriado de 15 de novembro de 2011. Eu tinha quase quatro anos de Azul e a empresa já havia atingido 10% do mercado. Naquela época, eu estava exausto, acima do peso, e falei para a Débora, minha mulher, que eu queria dedicar o fim de semana para conversar sobre o meu volume de trabalho, que eu estava trabalhando para caramba. Fomos para o sítio, em Joanópolis, andar a cavalo.

O executivo antes do acidente

O executivo antes do acidente

Eu tinha feito uma programação intensa, quase executiva, porém, para o lazer: acordei cedo, montei a cavalo, ia voltar para almoçar, descansar, sair de bicicleta e fazer fogueira à noite. Estava tudo certo, com segurança. Eu e o Celso, meu vizinho de sítio, fomos devagar, aquecendo os cavalos. Quando eu já ia voltar para casa, vi que a barbela [tira que fica sob o queixo do cavalo] estava solta e resolvi parar. Desci para arrumar e montei de novo.

Nesse momento, por algum motivo, tive um apagão. Foi uma queda sem nenhuma defesa. Caí sem rodar o corpo, sem apoiar a mão, não segurei no cavalo nem na rédea. Caí estatelado de cabeça no chão. Lembro que disse: “Quebrei meu pescoço”. A perna foi para um lado, braço para o outro, e minha cachorra, uma boxer chamada Zara, estava me olhando de cima. Eu desmaiava e acordava. Foi dramático, a família e os amigos ajudaram no resgate.

Todo mundo diz que cavalo é perigoso, mas o pobre do cavalo ficou parado, era manso como um cachorro. Não foi ele que me jogou no chão. Eu tive um apagão e caí. Assim começa a história do acidente, uma história que teve lances terríveis, pois não sabia o que estava ocorrendo.

No lançamento de seu livro “Maestro de Voo – Uma vida de desafios”,

No lançamento de seu livro “Maestro de Voo – Uma vida de desafios”,

Assim começa a história do acidente, uma história que teve lances terríveis, pois não sabia o que estava ocorrendo. Eu era um executivo em minha terceira start-up, um projeto difícil, pois a aviação é intensiva em capital, tecnologia , segurança, regulação pelo governo e mão de obra. Havíamos entrado num setor em que duas empresas tinham 98% do mercado e existiam ainda muitas lacunas, como voar em Viracopos, que era um aeroporto sem movimento, e estimular o mercado do interior de São Paulo.

Era um gasto energético enorme. Eu saía de casa às 6h para fazer ginástica, voltava, tomava banho e fazia a barba em poucos minutos, pulava no carro, ia para o compromisso, voltava depois das 21h. Foi quando parei. Saí de 1.000 km/h para zero. Fiquei 45 dias no hospital. Aí meu vizinho, Mário Pena, me disse que nenhum médico, aparelho ou terapeuta iria resolver o meu problema. Clique aqui para ler mais.

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