Paris mostra truques usados para moldar o corpo

Por Maya Santana
Uma verdadeira prisão de metal Photographies by Anita Ruso for Cherryblossomtime.com

Uma verdadeira prisão de metal – Fotos: Anita Ruso for Cherryblossomtime.com

Na busca de ficar mais elegante e, portanto, mais atraente, nós mulheres somos capazes de fazer coisas do arco da velha. E isso desde tempos imemoriais. Para mostrar essa faceta feminina, um museu parisiense está realizando uma exposição sobre os artifícios – muitos se assemelhavam mais a instrumentos de tortura – usados pelas mulheres para parecerem mais bonitas. O mais incrível é que nem as grávidas ficavam livres destas autênticas armaduras para manter a silhueta como mandava cada época. Leia mais detalhes desta exposição interessantíssima neste artigo publicado no site de O Globo:

“É quase como um déjà vu. Todo filme de época que se preze tem a clássica cena da jovem reclamando que a mãe está ajustando demais o espartilho e que ela mal consegue respirar. Se hoje um sapato apertado é o máximo que aguentamos em nome da elegância, ao longo da História, a humanidade lançou mão de artifícios que se assemelham a instrumentos de tortura. Tais mecanismos podem ser vistos — e até experimentados — na exposição “La mécanique des dessous, une histoire indiscrète de la silhouette” (A mecânica da roupa debaixo, uma história indiscreta da silhueta), no Musée des Arts Décoratifs, em Paris, até 24 de novembro.

Corset acoplado a panier (armação bilateral) datado de cerca de 1770

Corset acoplado a panier (armação bilateral) datado de cerca de 1770

Ao longo dos dois andares da mostra, 200 peças revelam até onde as mulheres — e os homens — foram capazes de ir para moldar seus corpos de acordo com os padrões de sua época. Logo na entrada da exposição, um corset de ferro que abre e fecha nos indica que a ditadura da moda já foi mais rigorosa com os corpos femininos. Como se não bastassem as amarrações, a rigidez do espartilho era acentuada pelo busk, uma peça côncava feita de metal ou osso de baleia que mantinha o tronco ereto. Nem mesmo as grávidas ou lactantes do século XVIII escapavam do suplício, embora os ajustes variassem de acordo com as condições da mulher.

Estrutura de arame para que o vestido, ou saia, fique cheia

Estrutura de arame para que o vestido, ou saia, fique cheia

A exposição traz até corsets em miniatura, usados por bebês e crianças pequenas. Os médicos daquela época acreditavam que era preciso criar estruturas para dar apoio aos corpos em desenvolvimento. Também é possível conferir armaduras infantis usadas por crianças de 4 a 5 anos, em 1550. Loucura? Para ter uma dimensão do efeito que essas máquinas produziam, o curador Denis Bruna selecionou vestidos como o que a então princesa Hedwig Elizabeth Charlotte de Holstein-Gottorp usou em 1774 em seu luxuoso casamento com o futuro rei Carlos XIII da Suécia. O requintado modelo acentuava a sua delicada cintura de 48 centímetros e trazia anquinhas laterais tão grandes que dificilmente passariam pela porta de uma casa de hoje. Mas o exemplar estava no auge da moda quando foi usado e nos dá pistas do modelo vestido por Maria Antonieta em sua boda.” Para ler mais, clique aqui. http://youtu.be/kDHfIGo8VP0


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