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Pastor Marcos Feliciano é sinônimo de atraso

Por Maya Santana

De cabelo com chapinha, ele se define como conferencista internacional, pastor, cantor e empresário

De cabelo com chapinha, ele se define como conferencista internacional, pastor, cantor e empresário

Quando a gente lê as declarações do deputado federal-pastor Marcos Feliciano, 40 anos, fica se perguntando de onde surgiu, em pleno século 21, personagem com ideias tão ultrapassadas, tão odiosas, agressivas, em relação a negros, homossexuais e mulheres? Em que mundo será que vive esse senhor, nascido em Orlândia, interior de São Paulo, ligado a uma igreja, ”Ministério do Avivamento”,  e membro eleito do Congresso Brasileiro?

Deputado federal do obscuro Partido Social Cristão, PSC, que tem como slogan “o ser humano em primeiro lugar”, Marcos Feliciano foi eleito há duas semanas presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em Brasília. A eleição por si só já foi um desrespeito, um deboche, quando se toma conhecimento das ideias do pastor –   aliás não são ideias, são aberrações. Eis aqui algumas delas:

“Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O problema do continente africano é espiritual e se vence com oração. Isso poderia ter acontecido com outro continente, mas foi lá. Eu apenas citei um texto que é teológico para quem quiser aprender. O resto é maldade das pessoas.”

protesto em Copacabana contra a nomeação do pastor Marcos Feliciano

Protesto no Rio contra nomeação do pastor para a Comissão de Direitos Humanos

“A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam (sic) ao ódio, ao crime, a rejeição”

“Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos. Eu vejo de uma maneira sutil atingir a família; quando você estimula as pessoas a liberarem os seus instintos e conviverem com pessoas do mesmo sexo, você destrói a família, cria-se uma sociedade onde só tem homossexuais, você vê que essa sociedade tende a desaparecer porque ela não gera filhos”.

Enquanto o presidente da Comissão de Direitos Humanos não para de dar mostras de sua intolerância, deixando claro que ainda temos muito o que caminhar até que os direitos básicos de todo brasileiro sejam reconhecidos e respeitados, nos Estados Unidos, a ex-primeira  Secretária de Estado Hillary Clinton divulga vídeo de cinco minutos dando apoio explícito ao casamento gay.

E na Alemanha,  a poderosa Federação Alemã de Futebol contratou um grupo no ano passado para elaborar uma cartilha, que deve ficar pronta este ano, estimulando os jogadores gays a saírem do armário. A Alemanha é um dos países que mais combatem a homofobia. A capital do país, Berlim, é governada por um politico assumidamente gay. Um dos autores do guia anti-homofobia, o ex-presidente da Federação, Theo Zwanziger, acredita que em até cinco anos a homossexualidade não será mais um tabu no país. “Até lá, acho, teremos jogadores assumidos”, diz ele.

É isso aí. Viver em sistema democrático pressupõe conviver com as diferenças, já que a tônica da democracia é exatamente a liberdade de cada poder ser o que quer ser. Isso me leva a perguntar: o que será que leva o pastor Marcos Feliciano a ser tão intolerante? Será que as organizações que lutam para removê-lo do cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos vão conseguir seu objetivo? O 50emais espera que sim, porque o que o Brasil mais precisa para avançar é de luz, não de trevas!

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2 Comentários

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Geraldo Ramiro "da cartucheira" 29 de março de 2013 - 23:42

Essa COCA é FANTA… eu, hein….
cabelo de escovinha, gemendo sem sentir dor…..

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Toninho Reis 22 de março de 2013 - 13:39

Meu DEUS vamos viver, respeitar os direitos dos outros, ate quando ……………………………….

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