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Pegadinha chama atenção para uma causa nobre

Por Maya Santana

Doações no Brasil estão abaixo do recomendável

Doações no Brasil estão abaixo do considerado ideal

Num  golpe de mestre , a agência de publicidade Leo Burnett Tailor Made conseguiu chamar a atenção para um problema no Brasil que precisa da ajuda de todos para ser solucionado: a doação de órgãos para transplante. A agência, contratada para fazer a campanha pedindo a colaboração da população nesta que é a Semana Nacional de Doação de Órgãos, entrou em contato com o milionário Chiquinho Scarpa e combinou uma espécie de pegadinha.

Chiquinho anunciaria alguns dias antes que, a exemplo dos faraós no Egito antigo, enterraria  um de seus bens mais preciosos, um automóvel Bentley, avaliado em mais ou menos 1,5 milhões de reais. Bastou ele anunciar o que pretendia fazer para que começasse a receber todo tipo de críticas, nas redes sociais principalmente. Quando todo mundo já estava pra lá de indignado,  o milionário, que chegou a colocar o carro num buraco, no jardim da casa onde vive, em São Paulo, revelou que tudo não passava de um golpe publicitário pela nobre causa de incentivar a doação de órgãos. E apresentou o slogan da campanha: “Absurdo é enterrar algo mais valioso do que um Bentley: seus órgãos.”

O milionário Chiquinho Scarpa observa seu Bentley na "cova"

O milionário Chiquinho Scarpa observa seu Bentley na “cova”

Segundo dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), no final do primeiro semestre deste ano, o Brasil tinha  13,3 doadores para cada milhão de habitantes. A taxa está próxima ao patamar fixado como meta para este ano (de 13,5), mas ainda é bem distante da condição considerada ideal pela ABTO, de 20 doadores por milhão de pessoas.

De janeiro a junho de 2013, foram realizados 3.799 transplantes de órgãos, 18.626 de tecidos e 843 de medula óssea. O presidente da ABTO, José Osmar Medina Pestana, lembra que o doador deve manifestar seu desejo de doar em vida, pois isso facilita a coleta dos órgãos. Segundo ele, “sempre que o indivíduo se manifesta a favor da doação, os familiares autorizam (o transplante)”.

 

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