Pela 1ª vez, Brasil mostra obras de Lucien Freud

Por Maya Santana
Lucian  gostava dos retratos que pareciam retroceder à condição do puro barro humano

O neto do pai da psicanálise, Sigmund Freud, morreu aos 88 anos, há 2 anos

Não eram belos os personagens de Lucian Freud. Ou talvez a beleza, para ele, esteja mais atrelada à verdade. Um dos pintores mais importantes do século 20, Freud, que morreu  há dois anos, aos 88 anos, em Londres  onde se radicou depois de fugir da Alemanha nazista, fez fama e fortuna retratando pessoas que encontrava no dia a dia, de sua mulher ao açougueiro.

Também retratou personagens do underground londrino, como o travesti Leigh Bowery, quase sempre nus e em poses que fogem do padrão. São gordos, suados, carecas. De pernas abertas, o sexo exposto, rugas e marcas de expressão exacerbadas, a pele como espécie de histórico sulcado de vidas nada fáceis.

O famoso "Benefits Supervisor Sleeping", pintado em 1995

“Benefits Supervisor Sleeping”, arrematado por 30 milhões de dólar, em 2008

Numa mostra que começa nesta quinta-feira (27) no Masp, está um apanhado geral da obra de Freud. São seis pinturas de quase todas as fases de sua carreira, dos anos 1940 aos anos 1980, e mais de 40 gravuras e fotografias de seu ateliê, onde seus modelos chegavam a posar ao longo de anos para uma única tela ficar pronta.

Uma delas foi Sue Tilley, fiscal do serviço social britânico, que posou nua para Freud. Seu retrato, uma mulher gigantesca, seus volumes de pele e gordura transbordando de um sofá kitsch, foi arrematado em leilão por R$ 75,4 milhões há 18 anos.

Pintando o também pintor David Hockney, em 2002

Pintando o também pintor David Hockney, em 2002

Mas não é só o preço do quadro nem o peso de Tilley que denunciam a grandeza de Freud. Artista que despontou no auge das estripulias dos Jovens Artistas Britânicos, entre eles Damien Hirst e Tracey Emin, Freud resistiu aos truques de mercado e se manteve figurativo, no sentido quase clássico do termo, fiel ao retrato acima de tudo.

Esse e outros retratos nada convencionais acabaram tirando o artista da reclusão. Leia mais em folha.com.br

Conheça um pouco mais da impressionante obra de Lucien Freud:


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