Perto dos 70, Marília Pera fala da vida e da morte

Por Maya Santana

A atriz entrará para o grupo dos septuagenários no dia 22 de janeiro

Os muitos risos entre parênteses — (risos) — nesta entrevista foram algumas vezes gargalhadas: Marília Pêra está feliz. A um mês de seu aniversário de 70 anos, estrela do musical “Alô, Dolly”, e gravando uma série para a Globo, a atriz ainda vai ser homenageada semana que vem, em Lisboa, cantando “Herivelto como conheci”.

Você faz 70 anos em janeiro…

— Ah, não vamos falar sobre isso (risos). Quero falar sobre o Miguel. Faço o “Alô, Dolly” com o Miguel, duas sessões na quinta, uma na sexta, duas sessões no sábado, e uma no domingo. Quer dizer, depois de milhões de anos estou fazendo seis sessões semanais. Fazendo uma opereta duas vezes por dia. Aí, segunda, terça e quarta eu vivo o “Pé na cova”, que também é do Miguel. Só que em “Alô, Dolly” eu faço uma mulher que quer se casar com ele, e se casa com ele, e no “Pé da cova” eu faço uma mulher que foi casada com ele, que tem dois filhos com ele, estão separados mas moram juntos.

Com Miguel Falabela no musical “Alô, Dolly”

Então, na sua vida hoje é Bruno (seu marido) e depois Miguel?

— Nesta ordem (risos). O Bruno é um encanto…Ele é muito educado, e resolve muitas coisas. Ele desata nós.

Tem alguma coisa que ainda deseja fazer?

— “Yerma”, do García Lorca, gostaria de ter feito. Hoje, só se fosse licença poética (risos). Enfim, alguns personagens passaram. Já comecei até a escrever um stand up, falando do intérprete, o pobre coitado do intérprete, que depende de milhões de pessoas para chegar até o público. Mas não tenho a disciplina de me sentar todo dia para escrever. Você deve ter, né?

Jornalista costuma funcionar com prazo de entrega (risos). No filme “Mephisto”, o protagonista diz que o ator é uma máscara entre as pessoas. Você concorda?

— O intérprete não é nada, né, coitado. Ele depende do autor, do cenógrafo, do figurinista, do diretor, do maquiador, do visagista. O ator não tem direito a fazer nada. Ele mal precisa decorar o texto. Porque as cenas são tão picadas. É uma bela máscara. Se ele ficar parado ali, com o áudio da voz, pode ficar lindo. Ele é um pobre coitado, o ator. Ninguém imagina o quanto o ator é reprimido em sua alma para representar o personagem.Leia mais em www.oglobo.com.br


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2 Comentários

Willard 11 de fevereiro de 2015 - 03:33

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Alva 12 de fevereiro de 2015 - 02:54

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