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Pessoas alegres, gentis e desapegadas vivem mais

Por Maya Santana

Maíra de Freitas, dentista, 47 anos

Maíra de Freitas, dentista, 47 anos

Esse estudo interessante realizado pela Universidade americana de Harvard, uma das mais importantes do mundo, mostra que as pessoas mais satisfeitas são aquelas desapegadas, que se contentam com menos para viver. Elas seriam mais alegres e mais bem dispostas.

Leia o artigo publicado pelo portal Uai:

Ser é melhor do que ter. Isso podia ser apenas uma máxima há algum tempo. Hoje é uma constatação científica. Pesquisadores de psicologia positiva da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, descobriram que pessoas felizes não precisam ter mais que o suficiente: casa, comida e roupa para poder viver. Essas pessoas teriam mais saúde, imunidade, disposição e alegria. Ganhariam, inclusive, uma média de oito anos a mais em longevidade simplesmente por serem mais alegres e mais otimistas. E um dos grandes componentes do otimismo seria o desapego.

Psiquiatra Sofia Bauer

Psiquiatra Sofia Bauer

Para essa corrente da psicologia moderna, difundida a partir dos anos 2000, o tratamento é focado em reforçar o lado positivo das pessoas, e não o problema, como na psicologia tradicional. Uma das estudiosas do assunto no Brasil, a psiquiatra Sofia Bauer, autora do livro ‘Cartilha do otimismo’ (Wak Editora), explica que, segundo esses estudos americanos, foi constatado que a felicidade vinda do ter dura sete semanas, enquanto a felicidade conquistada com o ser dura de oito semanas a anos. “É a felicidade, por exemplo, daquelas férias com as amigas em que a pessoa não tinha dinheiro para nada, mas morreu de rir.”

Segundo Sofia, estaríamos vivendo uma revolução da felicidade em que o que conta é ser livre, alegre, grato, gentil, uma pessoa despojada e desapegada de bens. “Isso será uma tendência. As pessoas se apegam muito a coisas materiais, a pessoas e a tradições, e assim pensam que precisam ‘ter que’ para se sentir bem. Todo foco nesse ‘ter que’, sejam bens materiais ou obrigações, tira o prazer das pessoas. Ser uma pessoa boa é muito melhor que estar preso ao materialismo. O ter não preenche as pessoas”, defende a especialista.

Mas por que o ser humano se apega? Por que acredita depender de coisas e pessoas para ser feliz? Dois aspectos têm grande influência: a depressão e a baixa autoestima. Segundo a psiquiatra, os deprimidos são, muitas vezes, compulsivos por compra e bebida, pessoas ciumentas que acreditam precisar viver através de outra pessoa. Já a pessoa com baixa autoestima, que foi “deseducada”, criada como se fosse pior, errada, feia, busca no apego às coisas uma forma de se sentir melhor. “Não é o outro que traz a felicidade. Não é o ter alguma coisa. É o ser que traz significado e propósito à vida.”

A dentista Maíra de Freitas, de 47 anos, é mais feliz depois do Timor Leste. A experiência de morar um ano no Sudoeste asiático transformou sua vida para melhor. Antes da viagem, em 2005, ela se definia como uma pessoa tradicional: casada, mãe de família, profissional estabelecida. A mudança começou na pós-graduação em bioética, em que estudou os excluídos sociais. “Mexeu comigo. Até então via a vida de um jeito diferente e comecei a perceber o outro de uma forma mais ampla. Comecei a sair de mim, do meu mundinho”, lembra. Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

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Rosaria 26 de janeiro de 2015 - 09:50

Isso é verdade, pode ser visto em pessoas com mais de 90 anos, atualmente. Excelente matéria.

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