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Cirurgia "plástica a gente faz até os 50 anos"

Por Maya Santana

A atriz, de 78 anos, continua mais ativa do que nunca

Glória Menezes, de 78 anos, continua mais ativa do que nunca


Quando voltei ao Brasil, em 2002, depois de trabalhar um bom tempo lá fora, não reconheci Glória Menezes na televisão. E quando percebi que era ela, não entendi porque uma mulher tão bonita havia optado pela total plastificação do rosto. Para mim, ela se tornou, ao lado de Danuza Leão, Beth Faria e outras, exemplo explícito de quem fez plástica até a exaustão. Por isso, achei curiosa essa entrevista a atriz deu ao Globo, na qual diz que a cirurgia plástica só deve ser feita até os 50 anos. Será que a última que ela fez foi aos 50? Leia a entrevista:
“Glória Menezes desliza os dedos pela tela do iPhone à procura das fotos dos seus dois bisnetos, Rocco, de 4 anos, e Dante, de 3. Mostra imagens das crianças concentradas diante de jogos eletrônicos para comentar a precocidade da dupla. Coruja, chama os dois de fofos e diz que o mais velho “será um intelectual”.
Aos 78 anos recém-completados, ela também é usuária de acessórios tecnológicos, como iPad. Atriz com 53 anos de televisão, Glória assinou contrato com a Tupi em 1959 e estrelou a primeira novela diária da TV brasileira, “2-5499 ocupado”, exibida em 1963 pela TV Excelsior, ao lado do marido, Tarcísio Meira, com quem está há 50 anos.
Assim como o companheiro, é parte da história das telenovelas, mas afirma “não olhar para trás e viver o presente”. Fala com orgulho da sua idade e do fato de ser bisavó. Sem nem pensar em aposentadoria, concilia agora as gravações da série “Louco por elas”, exibida nas noites de terça pela Globo, com as apresentações da peça “Ensina-me a viver”, que comemora cinco anos em cartaz, com uma nova temporada carioca, no Imperator.
Com o ator Arlindo Lopes em "Ensina-me a Viver - Foto de 2011

Com o ator Arlindo Lopes em “Ensina-me a Viver” – Foto de 2011


Os dois trabalhos são parcerias com o diretor e roteirista João Falcão, que escreveu Violeta, a avó do protagonista da série, Léo (Eduardo Moscovis), pensando na atriz. Mãe de Maria Amélia e João Paulo, de um primeiro casamento com um primo distante, e de Tarcísio Filho, Glória fala, abaixo, sobre as mudanças impostas pela passagem do tempo, de vaidade, do trabalho e da morte.
Você parece gostar de tirar fotos com o celular. É ligada em tecnologia e internet?
Tiro muita foto com o celular. Nisso, eu sei mexer. Gosto de fotografar os meus bisnetos, as flores do meu sítio (mostra imagens dela ao lado de orquídeas e girassóis)… Depois, passo tudo para o meu iPad. Eu também leio e respondo os e-mails que recebo. Mas não sou ligada em Facebook.

Como lida com a passagem do tempo?
Tenho orgulho de ter bisnetos e de ter 78 anos. Não adianta eu falar que tenho 60 para as pessoas dizerem: “Nossa, mas está tão acabadinha”. Melhor estar bem para a minha idade. Mas é claro que hoje em dia a minha recuperação é mais lenta. O meu jeito de me movimentar também. No estúdio, eu preciso lembrar às pessoas: “Calma, estou com 78 anos”. O desgaste existe, mas a cabeça está lá, acompanhando tudo.

É muito vaidosa? É adepta da cirurgia plástica?

Plástica a gente faz até um certo tempo, até os 50 anos. A plástica não rejuvenesce mais depois de uma idade. Você acaba ficando uma mulher de 60 com plástica. Eu me cuido, mas não adianta querer esconder os efeitos do tempo.
Com o tempo, você passou a pensar mais na morte?
Não tenho medo de morrer, mas tenho medo de perder as pessoas que amo. Eu senti muito a morte da Hebe (levanta para pegar um café). A gente não tinha muita intimidade, mas se encontrava às vezes. Ela me chamava para conhecer sua casa e nunca fui. Pensei que perdi uma oportunidade. Hebe era uma pessoa com uma vitalidade enorme. Ficava admirada. Mesmo fazendo quimioterapia ela estava sempre linda e maravilhosa. Devia ter seus momentos de tristeza, não se mostrou doente.” Continua em www.oglobo.com.br
Veja Glória Menezes e Arlindo Lopes contracenando neste trecho da peça “Ensina-me a Viver”, em 2011:

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