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População velha faz Japão importar trabalhadores

Por Maya Santana

Aumento do número de velhos abre espaço para estrangeiros, principalmente brasileiros

Aumento de velhos abre espaço para estrangeiros, principalmente brasileiros

O Japão vive um fenômeno único no mundo: o envelhecimento rápido da população chegou a um ponto que está obrigando o governo, desesperado para manter o ritmo de crescimento do país, a abrir suas fronteiras a trabalhadores estrangeiros. O problema japonês é agravado pela baixa taxa de natalidade, ou seja, ao mesmo tempo em que aumenta o número de velhos, nascem poucas crianças no país. A falta de mão de obra abre espaço para os brasileiros – no momento, cerca de 180 mil brasileiros vivem no Japão – como mostra essa reportagem da BBC Brasil.

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Depois de uma ampla reforma na economia que tirou o Japão de duas décadas de deflação e de uma recessão profunda, agora o foco do governo de Shinzo Abe é ajudar as empresas a garantir mão de obra para poder crescer.

A escassez de trabalhadores é, segundo economistas, um dos grandes problemas que o Japão enfrenta hoje e que impede a rápida recuperação da terceira maior economia do mundo.

“O Japão é um dos países onde é mais difícil encontrar profissionais bilíngues. Para cada dez vagas existem apenas três profissionais, em média”, conta o brasileiro Diego Utiyama, 27, que trabalha para uma empresa de recrutamento na capital japonesa.

“A demanda é grande, por isso muitas empresas chegam a pagar até 40 mil dólares a uma empresa de recrutamento caso ela encontre um bom profissional”, afirma Utiyama, que cuida de contas de empresas na área de tecnologia da informação (TI).

Os estrangeiros têm aproveitado esta lacuna no mercado de trabalho japonês para conseguir empregos estáveis e muito bem remunerados. O próprio Diego é um dos que deixou um trabalho não-qualificado em fábricas para ingressar no mercado especializado.

“Infelizmente, a maioria dos brasileiros que está no Japão tem grande potencial mas não sai da zona de conforto e não almeja um trabalho qualificado. Por isso, não aprende o idioma e não faz cursos de qualificação”, lamenta. Clique aqui para ler mais.

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