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Por que a depressão atinge mais as mulheres

Por Maya Santana

 Vulnerabilidade feminina é duas vezes maior que a masculina

Vulnerabilidade feminina é duas vezes maior que a masculina

Este artigo, publicado pelo Zero Hora, explora as diferenças entre homens e mulheres quando o assunto é depressão. A maneira como os dois sexos reagem à doença é completamente diferente: elas sentem mais dores, eles procuram esconder. Elas pedem mais ajuda, eles tendem a buscar o álcool. Elas tentam mais vezes o suicídio, eles se matam mais:

Por que isso acontece? Leia o artigo:

A depressão é uma doença antiga, mas que ainda hoje afeta homens e mulheres em grandes proporções. Pouco se sabe sobre as sutis diferenças nas manifestações da doença entre os sexos, mas uma certeza já existe: são as mulheres as principais vítimas.

Uma pesquisa americana, reproduzida no Brasil no estado de São Paulo, apontou que 20% das mulheres apresentam episódios depressivos pelo menos uma vez ao longo da vida. Entre os homens, o índice é de 12%. A ciência ainda não sabe explicar os motivos que levam a essa diferença tão expressiva, mas já há algumas hipóteses. O papel social feminino é uma delas. A dupla jornada encarada por muitas mulheres, que precisam conciliar os afazeres domésticos com a atividade profissional é um fator que contribui para o desenvolvimento da doença. Além disso, elas estão mais vulneráveis a um fator importante para desencadear a depressão: a violência sexual, uma vez que são vítimas de casos de estupro e abuso mais recorrentemente.

Leia também:
Como a depressão se manifesta em homens e mulheres

Biologicamente, a alta incidência feminina da depressão também pode ser explicada pelas diversas variações hormonais que as mulheres sofrem ao longo da vida. O ciclo menstrual, a gravidez e a menopausa, episódios de importantes alterações hormonais, seriam os principais responsáveis.

Segundo o psquiatra Kalil Duailibi, presidente do Departamento de Psiquiatria da Associação Paulista de Medicina (APM) e professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Santo Amaro (Unisa), a influência dos hormônios fica mais evidente quando analisamos as faixas etárias em que a doença costuma se manifestar: até os 10 anos e depois dos 60, quando a produção de hormônios de homens e mulheres é mais semelhante, a incidência da depressão é a mesma entre os sexos. É entre os 10 e os 60 anos que elas passam a sofrer duas vezes mais que eles com a depressão. Clique aqui para ler mais.

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