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Por que é preciso se vacinar contra gripe. Casos da doença disparam no país todo

Até agora, apenas 32% da população se vacinaram. Os hospitais estão lotados de pacientes com influenza A e B

28/05/2025
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A temporada de gripe chegou mais cedo ao Brasil este ano. E a vacina é a única forma de se prevenir. Os hospitais estão cheios. Foto: Reprodução/Internet

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O mais preocupante nessa onda de gripe que atinge todo o país e está lotando os hospitais é que apenas 32% do público que deve ser vacinado compareceu aos postos de saúde para tomar sua dose. E, sabemos, a vacina é a única forma de prevenção contra a gripe.

Muita gente não vai se vacinar pela crença errada que a vacina causa gripe. Essa é uma informação falsa. Como relativamente pouca gente se vacinou, menos de um terço do total, a gripe continua fazendo vítimas.

Para se ter uma ideia, em São Paulo, o número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza aumentou 335%; entre março e abril. Em Santa Catarina, o aumento no mesmo período foi de 335%;  e na Bahia, 141%, só para dar alguns exemplos.

Leia a reportagem completa de Giulia Vidale e Raquel Pereira para O Globo:

A temporada de gripe chegou mais cedo ao Brasil este ano. No início do mês de maio, o boletim Infogripe, da Fiocruz, alertou para o aumento de hospitalizações por influenza, o vírus causador da gripe. De acordo com a publicação, os casos atingem a população de jovens, adultos e idosos, em muitas regiões do país.

De lá para cá, o vírus só se disseminou. A edição mais recente do boletim, publicada na última quinta-feira, apontou que o influenza A, grupo que incluiu o H1N1, segue em franco crescimento na maior parte do país, incluindo nas regiões Norte e Nordeste.

Dados levantados pelo GLOBO mostram que Amazonas, o número de casos de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza, aumentou 373% entre março e abril. Em Santa Catarina, o aumento no mesmo período foi de 335%; em São Paulo, 311%; no Paraná, 277%; no Rio Grande do Sul, 218% e na Bahia, 141%. Pernambuco e Rio de Janeiro também registraram aumento nos casos de SRAG, de 25 e 30% respectivamente, mas este dado inclui todos os vírus respiratórios que podem causar a condição.

Entre as capitais que responderam à solicitação do GLOBO, o Rio de Janeiro registrou aumento de 270% nas hospitalizações por influenza entre março e abril. Salvador registrou aumento de 152% no mesmo período. Em Curitiba, aumentou 10% o número de atendimentos de pessoas com sintomas respiratórios. Em Belo Horizonte e Porto Alegre, houve aumento de 59% e 50%, respectivamente, nos casos de SRAG em geral.

O Hospital Moinhos de Vento, na capital gaúcha, registrou aumento de casos e internações por causas respiratórias em crianças e adultos em maio, em comparação com o mesmo período do mês de abril. No pronto atendimento do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, a positividade média dos testes de influenza aumentou 73% em maio, em comparação com o mesmo período de abril.

No Richet Medicina & Diagnóstico, que tem unidades no Rio de Janeiro, houve aumento de 85% na taxa de positividade, em comparação com o mês de março. No Grupo Fleury, que tem unidades no em sete estados, houve aumento da taxa de positividade nos testes de influenza A em seis (RJ, SP, RS, SC, MA e DF) em maio, em comparação com o mês de abril.

Leia também: Campanha de vacinação contra gripe já começou. Não deixe de se vacinar

Para o diagnóstico da gripe, é possível realizar o teste rápido em unidades de saúde do SUS ou em farmácias. A RD Saúde, que tem farmácias em vários estados, informou que há duas semanas houve uma instabilidade na disponibilidade de testes em diferentes pontos do país, devido à distribuição e aumento da demanda. Mas a rede afirma que isso já foi reestabelecido.

Embora as doenças respiratórias comecem a aumentar no outono, estação que teve início no final de março, o infectologista Celso Granato, diretor clínico do Grupo Fleury, explica que até o mês de maio, predominam as infecções por vírus sincicial respiratório (VSR), que costumam afetar mais crianças pequenas e idosos. Em geral, a circulação do influenza ocorre nos meses de junho e julho, quando é inverno e as temperaturas ficam ainda mais baixas.

Segundo Granato, também não é comum essa circulação generalizada do vírus no país.

— As regiões Norte e Nordeste têm uma dinâmica diferente. Como a temperatura é muito estável, as infecções respiratórias ocorrem o ano inteiro, sem muitas oscilações. Mas o que estamos vendo agora é um aumento geral e a gente não tem uma explicação muito clara para isso — pontua o infectologista.

As possibilidades para explicar esse aumento precoce incluem a circulação de um vírus um pouco diferente daqueles que circularam em anos anteriores, alterações climáticas e a baixa cobertura vacinal.

— O que agrava ainda mais a situação neste ano é a baixa adesão à vacina da gripe, especialmente entre os grupos prioritários — afirma o médico infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Unesp e coordenador científico da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

De acordo com o Ministério da Saúde, a cobertura vacinal entre os grupos prioritários, que inclui crianças pequenas, idosos e gestantes, é de 31,88%. Muito abaixo da meta de 90% de cobertura.

— Esses grupos são justamente os mais vulneráveis às formas graves da doença e, paradoxalmente, estão entre os que menos estão se vacinando. Essa baixa cobertura reduz a proteção coletiva e facilita a disseminação do vírus nas comunidades — completa Barbosa.

Embora a campanha de vacinação anual contra a gripe ocorra anualmente, há muitos anos, a imunização contra o vírus é cheia de mitos

— Essa falta de adesão se deve a uma combinação de fatores: desinformação, circulação de fake news, sensação equivocada de que a gripe é sempre uma doença leve, e uma percepção distorcida de risco, em que muitas pessoas acham que não vão se infectar ou que não precisarão se preocupar. Além disso, faltam estratégias mais direcionadas para facilitar o acesso à vacinação — avalia Barbosa.

Leia também: SUS dá início a processo para oferecer vacina contra herpes-zóster em sua rede

Com a ajuda desses especialistas, o GLOBO esclarece as principais dúvidas sobre gripe e a vacinação contra a doença. Confira abaixo.

Sabemos qual cepa está circulando com mais frequência atualmente no Brasil?

De acordo com Naime Barbosa, nas últimas semanas temos visto um crescimento importante na circulação do vírus influenza A no Brasil.

A vacina da gripe causa gripe?

— Essa é uma das fake news mais antigas e persistentes quando se fala em vacina da gripe e é importante esclarecer de forma bem direta: a vacina contra a influenza não causa gripe — afirma Naime Barbosa.

A vacina é feita com vírus inativado, sem qualquer capacidade de provocar a doença. O que pode acontecer, em alguns casos, são reações leves, que causam um mal-estar passageiro. Outro fenômeno que pode ocorrer é a pessoa se vacinar e entrar em contato com outro vírus respiratório nos dias seguintes, já que essa é justamente a época em que esses vírus estão circulando mais. Uma terceira opção é a pessoa já estar infectada quando toma a vacina ou nos primeiros dias, antes do imunizante fazer efeito.

Quanto tempo demora para a vacina fazer efeito?

De acordo com Granato, entre uma e duas semanas.

A vacina do SUS é diferente da vacina da rede privada?

Tanto a vacina oferecida pelo SUS quanto a da rede privada seguem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Hemisfério Sul, com base nas cepas que estão em circulação mais recente no mundo. A diferença principal está na composição.

Leia também: Como combater as alergias respiratórias, tão comuns no outono

A vacina do SUS é trivalente, ou seja, protege contra três cepas do vírus da gripe — dois subtipos do influenza A (H1N1 e H3N2) e uma linhagem do influenza B (B/Victoria). Já a vacina da rede privada costuma ser quadrivalente, que inclui essas mesmas três cepas mais uma cepa adicional do influenza B (a linhagem B/Yamagata). Isso não significa que a vacina do SUS esteja “atrasada” ou desatualizada. A cepa adicional presente na vacina do sistema privado tem uma circulação muito baixa.

— Essa falta de adesão se deve a uma combinação de fatores: desinformação, circulação de fake news, sensação equivocada de que a gripe é sempre uma doença leve, e uma percepção distorcida de risco, em que muitas pessoas acham que não vão se infectar ou que não precisarão se preocupar. Além disso, faltam estratégias mais direcionadas para facilitar o acesso à vacinação — avalia Barbosa.

Com a ajuda desses especialistas, o GLOBO esclarece as principais dúvidas sobre gripe e a vacinação contra a doença. Confira abaixo.

Sabemos qual cepa está circulando com mais frequência atualmente no Brasil?

De acordo com Naime Barbosa, nas últimas semanas temos visto um crescimento importante na circulação do vírus influenza A no Brasil.

Qual é a eficácia da vacina da gripe?

A eficácia da vacina da gripe pode variar de um ano para o outro, porque o vírus influenza sofre mutações frequentes — por isso, a composição da vacina é atualizada anualmente, com base nas cepas que estão mais propensas a circular. Em geral, a eficácia da vacina gira em torno de 40% a 60%.

— Pode parecer modesto à primeira vista, mas o mais importante é que ela é muito eficaz em prevenir as formas graves da doença, hospitalizações e óbitos, especialmente em crianças pequenas, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades — afirma Barbosa.

Quais são os efeitos colaterais da vacina?

A maioria das pessoas não apresenta nenhum sintoma relevante após a aplicação. Quando ocorrem, são geralmente leves e passageiros, como dor e vermelhidão no local da aplicação, cansaço ou febre baixa nas primeiras 24 a 48 horas.

Existe alguma contraindicação para tomar a vacina?

A principal contraindicação é para pessoas que já tiveram reação alérgica grave a alguma dose anterior da vacina ou a algum de seus componentes, especialmente à proteína do ovo.

A gripe pode ser uma doença grave?

Sim, a gripe pode ser uma doença grave, especialmente para pessoas que fazem parte dos grupos prioritários. Entre os quadros mais preocupantes estão as complicações respiratórias, como pneumonias e a síndrome respiratória aguda grave (SRAG), que pode levar à internação hospitalar e, em casos mais severos, ao óbito.

A gripe também pode causar consequências graves e imprevisíveis. Estudos mostram que nos primeiros três dias após uma infecção por gripe, um adulto com mais de 40 anos apresenta um risco oito vezes maior de ter um acidente vascular cerebral (AVC) e dez vezes maior de ataque cardíaco. Pessoas com diabetes também correm mais risco de sofrer um evento glicêmico anormal após a doença e idosos permanecem com maior risco de AVC até 2 meses após uma infecção pelo vírus influenza.

Quem não faz parte dos grupos prioritários deve se vacinar?

Para os especialistas, mesmo quem está fora dos grupos prioritários deve considerar a vacinação.

Posso tomar a vacina com sintomas de gripe?

Se os sintomas gripais forem leves, como coriza, dor de garganta ou tosse, não há contraindicação formal. No entanto, se a pessoa estiver com febre alta ou em estado geral mais comprometido, o ideal é aguardar a recuperação para se vacinar.

Quais são os sintomas da gripe?

De acordo com Granato, a imensa maioria das pessoas (cerca de 95%) terão sintomas clássicos, como febre acima de 38º, dor muscular e tosse. Mas, segundo ele, na prática clínica, infecciologistas estão vendo com frequência casos de pessoas com diarreia, náusea e dor de estômago.

Quem corre mais risco de desenvolver casos graves de gripe?

Crianças pequenas, gestantes, pessoas com doenças crônicas e idosos são os que mais correm risco de evoluir para formas graves, o que reforça a importância da vacinação nesse público.

— O vírus está ganhando espaço tanto em número de casos quanto em gravidade, o que reforça ainda mais a urgência de ampliar a cobertura vacinal, principalmente nos grupos mais vulneráveis — ressalta Barbosa.

Por que preciso tomar vacina todo ano?

O vírus da gripe sofre mutações a todo momento. Por isso, a composição da vacina é definida anualmente pela OMS, a partir da coleta de mais de subtipos que circularam no mundo todo durante a estação. A entidade então define as quatro cepas que deverão ser prevalentes no ano seguinte.

Posso tomar outras vacinas junto com a de gripe?

Sim, a vacina da gripe (influenza) pode ser tomada junto com outras vacinas do calendário nacional de vacinação, incluindo a vacina da Covid-19.

Qual é o período de incubação da gripe?

Segundo Granato, o período de incubação do influenza é muito rápido, de 24 horas a 48 horas. Por isso, o teste já pode ser feito no primeiro dia de sintomas. A transmissão em geral ocorre até cinco dias após o início do início do quadro clínico.

Como prevenir a gripe?

Além da vacina, a recomendação é usar máscara em ambientes fechados, lavar as mãos e evitar aglomerações.

A gripe tem tratamento?

Sim. Existe um antiviral capaz de controlar os sintomas, chamado oseltamivir, mais conhecido pelo seu nome comercial, Tamiflu. Esse medicamento é indicado apenas para pessoas de grupos de risco e deve ser iniciado nos primeiros dois dias de sintomas, quando há maior replicação do vírus. De acordo com o Ministério da Saúde, o medicamento está disponível no SUS para o tratamento de casos de SRAG em pacientes com risco de complicações.

Para os demais, que não estão no grupo de risco, a orientação é tomar bastante líquido, repousar e usar medicamentos sintomáticos, como antitérmico em caso de febre e analgésico para dor. Antibióticos e corticoides não são recomendados.

Quem pode tomar vacina pelo SUS?

Normalmente, a vacinação contra a gripe no SUS está disponível apenas para grupos prioritários, como crianças, idosos e gestantes . Mas, recentemente, o Ministério da Saúde recomendou a vacinação de todas as pessoas que procurarem as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mesmo que não pertençam ao grupo que tem prioridade.

Essa estratégia deve ser definida pelos estados e municípios, de acordo com a disponibilidade de doses e situação epidemiológica local. Estados como Amazonas, São Paulo, Bahia, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pernambuco liberaram a vacinação para todos. A medida também foi adotada pelo município do Rio de Janeiro.

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Iniciei minhas atividades como jornalista na década de 70. Trabalhei em alguns dos principais veículos nacionais, como O Estado de S. Paulo e Jornal de Brasil. Mas a maior parte da minha carreira foi construída no exterior, trabalhando para a emissora britânica BBC, em Londres, onde vivi durante mais de 16 anos. No retorno ao Brasil, criei um jornal, do qual fui editora até me voltar para a internet. O 50emais ganhou vida em agosto de 2010. Escolhi o Rio de Janeiro para viver esta terceira fase da existência.

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