Por que o coração humano ainda mata tanto?

Por Maya Santana
A cada dois minutos uma pessoa morre no Brasil por problemas cardíacos

A cada dois minutos uma pessoa morre no Brasil de problemas cardíacos

De todos os órgãos do corpo, o que mais me fascina é o coração, pois dele depende tudo. Acho lamentável que nós que não estudamos medicina saibamos tão pouco dessa bomba que nos mantém vivos. É ela também que mais mata. As doenças cardíacas, de acordo com este artigo publicado pelo Correio Braziliense, são responsáveis pela maioria das mortes, no Brasil e no mundo, mais até do que câncer.

Leia o artigo escrito por Flávia Duarte:

A cada dois minutos, morre uma pessoa em decorrência de problemas cardíacos no Brasil. Até 2040, esse número vai crescer duas vezes e meia. O estilo de vida estressante é uma das razões que levam a esse dramático quadro

Incansável, o coração trabalha dia e noite, sem parar. Uma breve interrupção no ritmo de seus 70 a 80 batimentos, em média, por minuto, pode ser fatal. Uma acelerada incomum nesse compasso também pode custar uma vida. Responsável por bombear a todo o corpo o sangue oxigenado, ele é a peça essencial que mantém em funcionamento essa engrenagem chamada corpo humano. Se ele não trabalha, tudo para. Daí a preocupação. Hoje, no Brasil, a cada dois minutos, uma pessoa morre porque o coração não deu conta de desempenhar suas tarefas. Os demais órgãos perecem e mais uma vida que, às vezes, podia ser poupada, se perde.

As estatísticas não são promissoras. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a tendência é de que esse número aumente para 1,5 morte ocorrida em apenas um minuto, até 2050. Em outro cálculo, a OMS apresenta a trágica conta de que até 2040 o número de mortos por doenças cardiovasculares do Brasil cresça em torno de 250%, ou seja, praticamente dobre a cada década.

Não só no Brasil as doenças cardíacas serão a principal causa de morte nos próximos 25 anos. Espera-se que aumente também na China (210%), na Índia (170%) e nos Estados Unidos (70%), por exemplo. Atualmente, as doenças do coração correspondem ao total de 30% de todas as mortes no mundo. Mata mais que o temido câncer, por exemplo, que corresponde a 13% das causas de óbitos gerais. Mas a pergunta é: por que o coração ainda mata tanto?

“Com a urbanização, você muda os hábitos de vida, as pessoas passam a comer mais e a fazer menos exercícios. Temos aumento dos casos de obesidade e dislipidemias (aumento das taxas de colesterol e de triglicerídeos)”, aposta o cardiologista Pedro Farsky, coordenador científico das reuniões de cardiologia do Hospital Israelita Albert Einstein. “Falta prevenção, que é uma questão de saúde pública: os fatores de risco não estão controlados”, acrescenta o cardiologista Fernando Atik, chefe da Unidade de Transplante do Instituto do Coração do Distrito Federal. Clique aqui para ler mais.


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