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Por que o fascínio pelos Kennedy nos EUA?

Por Maya Santana

O presidente e Jacqueline no dia do assassinato, 22 de novembro de 1963

O presidente e Jacqueline no dia do assassinato, 22 de novembro de 1963

Nesta sexta-feira, 22 de novembro, completa 50 anos que John F. Kennedy, 35º presidente dos Estados Unidos, foi assassinado a tiros, em Dallas, no Texas, numa cena que as televisões do mundo inteiro não cansaram de reprisar. Neste meio século que se passou desde então, Kennedy ganhou a condição de mito aos olhos dos americanos, que não cessam de produzir material sobre o trágico episódio: só livros já são 40 mil. Para tentar explicar porque os Kennedy, não só o presidente assassinado, mas todos eles, exercem tanto fascínio sobre os americanos, o veterano jornalista Lucas Mendes escreveu este artigo para o site da BBC Brasil.

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Se você dedicar seus próximos 50 anos aos 40 mil livros, artigos, filmes, documentários, palestras e a ouvir tudo o que foi ao ar sobre o 35º presidente americano, você não completará a missão e erminará com quatro palavras e um  ponto de interrogação: afinal, quem matou John F. Kennedy? Só na década de 90, quando o Congresso criou o Assassination Records Review Board com o objetivo de iluminar o caso, foram publicadas 4 milhões de páginas. Geraram milhões de páginas e dúvidas.

Nova estrela da família: Caroline Kennedy, embaixadora dos EUA no Japão

Nova estrela da família: Caroline Kennedy, embaixadora dos EUA no Japão

Não me refiro só ao material antigo. A fonte Kennedy não seca. Há duas semanas, todos os dias eu li, vi, ouvi novas matérias, documentários e debates no rádio sobre o presidente e outros Kennedys. Poderia ter passado o dia inteiro só com Kennedys. Não me lembro de um embaixador que tenha recebido tanto destaque no noticiário ao apresentar suas credenciais como no caso de Caroline Kennedy, que se encontrou com o imperador do Japão, na terça-feira. Se é Kennedy, é notícia.

Milhares de pessoas saíram às ruas Tóquio para ver a nova embaixadora:

Porque este fascínio pelo presidente e pelos Kennedys? Pelo poder? Pelo dinheiro? Pelo nome? Pelas tragédias? Pela brutalidade do assassinato? Pelas teorias conspiratórias? No mesmo dia em que a comissão Warren, nomeada para investigar o assassinato, publicou os 26 volumes com a conclusão do assassino solitário, quase 70 por cento dos americanos reagiram juntos: “Mentira!”. Pesquisas recentes mostram que apenas 25% acham que Lee Harvey Oswald matou sozinho.

Os suspeitos ainda se revezam. Os primeiros foram os exilados cubanos, em cumplidade com a CIA, pelo fracasso da Baia dos Porcos e porque Kennedy gostaria de pulverizar a agência em um milhão de pedacinhos e jogá-los ao vento em Washigton. Ele disse isto a um amigo. As completas conexões de Lee com a CIA só serão publicadas em 2017. O que a CIA esconde? Fidel Castro e seus agentes também entraram na lista. Clique aqui para ler mais.

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