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Por que o nº de casos de câncer cresce tanto?

Por Maya Santana

Carregando veneno para despejar na plantação dos alimentos que vamos consumir

Carregando veneno para despejar nos alimentos que vamos consumir

Maya Santana

Já contei aqui que a minha ginecologista, há muitos e muitos anos exercendo a medicina, me disse mais de uma vez que está muito impressionada com o aumento no número de casos de câncer. “Está parecendo gripe”, me disse ela da última vez que fui a seu consultório, há três meses. Perguntei, então, o que estaria por trás dessa quase epidemia da doença?

E ela respondeu prontamente, citando os três fatores a seu ver cruciais no surgimento do câncer: o estilo de vida que estamos levando; o grau de radiação a que todos nós estamos cada vez mais expostos, em decorrência, principalmente, do contato constante com o computador e com o celular. E, por último, apontou a alimentação. “Estamos nos alimentando com muito agrotóxico”, disse, preocupada com o crescente número de seus pacientes diagnosticados com a doença.

Se a minha médica leu os jornais ou escutou o noticiário desta quarta-feira, deve ter ficado ainda mais assustada: o Instituto Nacional do Câncer divultou um relatório no qual alerta os brasileiros para os riscos que estamos correndo com essa quantidade colossal de veneno usado no plantio de nossos alimentos.

Somos o país campeão mundial no uso desse tipo de substância. Preste atenção a este número: em 2009, cada brasileiro consumiu, em média, 5,2 quilos de agrotóxico. E o consumo só aumenta. Todos nós, se ainda não somos, seremos afetados pela chamada intoxicação crônica: um envenenamento lento e constante, cuja consequência é infertilidade, impotência, abortos, malformações, desregulação hormonal, problemas no sistema imunológico e câncer.

Na semana que passou, enterrei três amigos – ele com 51 anos, uma delas com 62 e a outra com 64 anos. Todos vítimas de câncer. O mais estarrecedor é que o próprio Instituto do Câncer alerta que “é praticamente impossível” encontrar um produto livre de veneno no supermercado. Pior: não adianta apenas evitar tomates e pimentões, os mais contaminados.Nem lavar os alimentos, pois a lavagem só tira uma parte do veneno.

Para diminuir o potencial cancerígeno dos alimentos, o Instituto do Câncer propõe o incentivo à produção orgânica. Mas enquanto isso não acontece, o que devemos fazer? Fica aqui a pergunta de quem mora na cidade e não pode plantar o seu próprio alimento. O que devemos fazer?

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1 Comentários

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Lisa Santana 11 de abril de 2015 - 11:32

Maya, já está mais que na hora de tomarmos consciência e agirmos em relação ao que comemos. Achei e acho absurdo a a quantidade de agrotóxico que estamos consumindo. Sem falar na quantidade de quais produtos só Deus sabe, estamos consumindo ao comprar frutas e legumes cada vez maiores. É certo que, para alimentarmos tantas bocas, precisamos de aumentar a produção de grãos, hortaliças, frutos…Mas junto a isto, vem o desejo de lucro desenfreado. Precisamos pensar e agir. Já. Enquanto isto, eu aposto nos orgânicos ( que são caríssimos e não estão ao alcance de todos) ou nas feiras tento comprar os produtos menores, na esperança de que tenham consumido menos veneno.

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