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Não me importo em anunciar: Estou ficando mais velha hoje

Por Maya Santana
 Para correr atrás dos meus sonhos ainda não alcançados, terei que continuar envelhecendo

Para correr atrás dos meus sonhos ainda não alcançados, terei que continuar envelhecendo

Renata Stuart –

É o meu aniversário. Sim, não me importo em anunciar: Estou ficando mais velha hoje. Aliás, não só hoje, todos os dias, fico um pouco mais velha. Sim, essa é uma das poucas certezas que temos nessa vida. Todos (os que têm sorte), com o passar dos minutos, horas, dias, semanas, meses, envelhecem. Acontece que apenas nos anos é que a gente se lembra de celebrar isso.

E tudo ocorre de forma sutil, a gente quase nem sente num período de curto prazo. Vamos apenas vivendo e quando nos damos conta: Os anos se passaram. E, então, as marcas do tempo começam a falar. Não falo apenas de rugas ou cabelos brancos, falo das cores, gostos, sentimentos e sensações que ficam para trás, dando lugar a outros, nem melhores, nem piores, mas diferentes. O calendário da vida passa pra todos. Disso, não há como fugir.

Mas, calma, não quero fazer um texto dramático sobre “como-o-tempo-voa” ou “a-idade-chega-para-todos”. Nada disso. Pode continuar ai. Hoje, eu quero brindar a vida. Sim, acho justo! Afinal, há exatamente 52 anos, eu nasci. Num mês frio, durante a madrugada, num parto meio turbulento – sim, pois minha mãe visitou vááários hospitais naquela noite em busca de um médico obstetra – eu vim ao mundo. E, já que estou aqui de passagem, por que não comemorar essa deliciosa viagem que é a vida?

Não entendo bem porque as pessoas têm tanta neura com idade. Envelhecer é algo inerente ao ser humano. Estar velho ainda é estar vivo. Acho que isso deveria ser encarado como só mais uma fase – natural e especial – da vida. Afinal, não é só você que está ficando velho, mas todos da sua geração. E é hora de viver isso juntos, encarar a situação de frente, assumir o tempo de cabeça erguida. Bom, não serei hipócrita. Sinto saudades da minha infância, dos meus quinze anos e sei que, um dia, vou sentir saudade dos 22. E quando penso que estou próxima dos 30, então?! Sinto um friozinho na barriga como que um misto de tristeza e ansiedade. Tristeza porque sei que terei deixado para trás uma época memorável. A universidade, os amores mal resolvidos, aquela dose de irresponsabilidade, o namoro, as primeiras conquistas, e a famosa “época de arriscar”. Tudo isso vai passar, eu sei. E ansiedade porque sei que há uma outra fase única me aguardando.

Mas é assim que tem que ser. São essas velinhas que sopramos ao longo da vida que nos acrescentam algo como pessoa. São os momentos vividos, experiências adquiridas e escolhas feitas que dão o peso necessário à nossa bagagem. Tenho que prosseguir. E, se para correr atrás dos meus sonhos ainda não alcançados, terei que continuar envelhecendo, que venha o tempo, e que venham muitas velas para eu soprar, pois meus anseios são muitos e tenho planos para um século. Já dizia minha bisavó: “Quem não quer ficar velho, tem que morrer novo”.

É por isso que, hoje, eu só quero sorrir para a vida. Sorrir para todos a minha volta e para mim mesma. Sorrir como alguém que não tem a vida perfeita, mas como alguém que é feliz com o que tem e com o que se tornou. Sorrir como quem é grata pela família inigualável, pelo lar, pelos amigos verdadeiros e pelo amor companheiro. Sorrir pelos abraços, beijos e palavras sinceras. Sorrir pela saúde, pela determinação, pela esperança. Sorrir pelo maior presente que eu podia receber: estar viva!

Clique em  www.atelierdepalavras.com.br para ter acesso ao site de Renata Stuart

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6 Comentários

Renata Stuart 2 de abril de 2020 - 10:50

Olá, querida. Obrigada por publicar o meu texto.
poderia colocar o endereço do site?
http://www.atelierdepalavras.com.br
Abraços!

Responder
Neusa Mota 23 de outubro de 2017 - 10:06

Amo minha idade, aprendi que aceitando o próprio envelhecimento fica mais fácil ver os pintos positivos. Eu NÃO voltaria aos meus 30 nem que fosse possível. Sou feliz assim.
Toda mulher tem suas qualidades e beleza, Deus com sua infinita bondade nos AMA Como somos.
Abraços a todas.

Responder
Neusa Mota 23 de outubro de 2017 - 10:09

Corrigindo palavra: PONTOS.

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sarah 31 de julho de 2015 - 19:13

Tá brincando? ? Você tem 22 e está falando em saudades dos 15 ?? Você acabou de passar pelos 15. Aliás sua memória está fresquinha !! Seus 15,10… está tudo aí !! Não se pensa em velhice aos 22 anos como não se pensa em doenças, até adoecer ou a morte até que ela pareça real. Por mais que se fale ou imagine , por hora é tudo fantasia.

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Angela Henriques 31 de julho de 2015 - 18:49

Sou como você! Cada dia celebro a vida! Nada de reclamação, de tormentos, a vida é tão fascinante! Tenho vários problemas de saúde, inclusive 2 cirurgias de válvula mitral e um marcapasso. Se estou viva depois de tudo isso, nao tenho mesmo que celebrar? Só posso agradecer a Deus! Minha vida é infinitamente melhor a cada dia que chega. Vamos brindar à vida!

Responder
Odilane dos Reis Ribeiro 31 de julho de 2015 - 18:12

A grande idade, onde a Vida realmente começa … Depois dos 50

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