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Precisa-se de Matéria Prima para construir um País

Por Maya Santana

"O problema está em nós. Nós como POVO"

“O problema está em nós. Nós como POVO”

No momento em que o Senado brasileiro elege seu presidente o alagoano Renan Calheiros, e a Câmara Federal prepara-se para eleger, na segunda-feira, o deputado pelo Rio Grande do Norte, Henrique Eduardo Alves, ambos fichas pra lá de sujas, achei conveniente postar no 50emais esta crônica, atribuída erroneamente ao grandeJoão Ubaldo Ribeiro. O texto foi publicada pela primeira vez em 2005. Não se sabe quem é o autor. Vale a pena ler:

“A crença geral anterior era que Collor não servia, bem como Itamar e  Fernando Henrique. Agora dizemos que Lula não serve. E o que vier depois de Lula também não servirá para nada.  Por isso estou começando a suspeitar que o problema não está no ladrão corrupto que foi Collor, ou na farsa que é o Lula. O problema está em nós. Nós como POVO. Nós como matéria prima de um país.

Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA” é a moeda que sempre é valorizada, tanto ou mais do que o dólar. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família, baseada em valores e respeito aos demais.

Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nas calçadas onde se paga por um só jornal… E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO OS DEMAIS ONDE
ESTÃO.

Pertenço ao país onde as “EMPRESAS PRIVADAS” são papelarias particulares de seus empregados desonestos, que levam para casa, como se fosse correto, folhas de papel, lápis, canetas, clipes e tudo o que possa ser útil para o trabalho dos filhos …e para eles mesmos.

Pertenço a um país onde a gente se sente o máximo porque conseguiu “puxar” a tevê a cabo do vizinho, onde a gente frauda a declaração de imposto de renda para não pagar ou pagar menos impostos. Pertenço a um país onde a impontualidade é um hábito. Onde os diretores das empresas não valorizam o capital humano.

Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos. Onde pessoas fazem “gatos” para roubar luz e água e nos queixamos de como esses serviços estão caros. Onde não existe a cultura pela leitura (exemplo maior nosso atual Presidente, que recentemente falou que é “muito chato ter que ler”) e não há consciência nem memória política, histórica nem econômica.” Clique aqui para continuar a ler.

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3 Comentários

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Rosa Maria Ferrao 27 de novembro de 2017 - 22:16

João Ubaldo jamais escreveu esse texto e, enquanto vivo, cansou-se de desmentir essa falsa autoria. Num desses desmentidos escreveu: “Esse texto foi produzido por alguém que desconheço e que o pôs na Internet. Acho que devia haver mais cuidado na apuração de autorias, para que esse tipo de injustiça não aconteça, ou seja, eu responder por algo que não fiz. Gostaria, se possível, de uma correção.”

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Rimbaud 3 de fevereiro de 2013 - 16:31

“Diga ao povo que fico!” “You can!” “Independência ou morte!”

Somos guiados por cegos altamente desenvolvidos na visão exterior ou seja o mundo material. Por isso somos assim belos, antenados, modernos e cultos. Somos o expoente do desenvolvimento exterior. Nessa cascata de líderes do mundo contemporâneo nos fundimos e cunhamos a nossa maneira de ser – totalmente desprovida de desenvolvimento do interior. Desenvolvendo esse lado se conecta com o espírito, o inverso do desenvolvimento liga a matéria que é como estamos hoje.

O yin-yang seria o ideal.

O povo é essa metamorfose malhada à tempos, a culpa é no máximo da ignorância de cada indivíduo, além dos líderes corruptos; tentar encontrar culpados não resolve o problema.

O brasileiro antes da colonização extraterrestre é no máximo indígena. Muitos mistérios, muita cultura e um desenvolvimento social/cultural/religioso suficiente e substancial – decerto sobreviriam com sucesso até os dias de hoje – isso tirando de cena influências astrológicas.

Se o tempo para e não vem o disparate do ridiculo a sociedade não se desenvolveria.

Nós que estamos hoje lendo diariamente o que postas, antes de estrear aqui na Terra já sabíamos que os problemas iriam existir. Talvez por isso fomos convocados.

Existe um sistema ardiloso que corrompe todas as flores que ousam nascer, nem por isso elas deixaram de atuar como as mais belas e exalar seu exuberante perfume. Elas entram em estado de ecstasy do nascimento até a morte; sabe o motivo de tanta espontaneidade e despreocupação? São seus espinhos.

Eu confesso que o texto que postou é excelente, aquém das minhas expectativas para o domingo. Muito obrigado.

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Toninho Reis 3 de fevereiro de 2013 - 05:40

Otima Cronica do Joao Ubaldo Ribeiro Maya,ele disse tudo ,uma tristeza verdadeira,e eu digo: ate quando??

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