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Prédios do futuro poderão ter horta na fachada

Por Maya Santana

As raízes seriam usadas para sustentação do edifício

As raízes poderiam ser usadas para sustentação do edifício

Diferente do que se pensa, a arquitetura do futuro não será feita apenas de sensores e dispositivos ultrainteligentes. Ter uma horta cobrindo a fachada e comer no almoço a produção que cresce nas paredes poderá ser parte do cotidiano de muitos prédios de escritórios. As “plantações verticais” foram uma das ideias discutidas em uma recente conferência do British Council for Offices (Conselho Britânico para Escritórios), em Londres.

A proposta deriva de um dos principais conceitos discutidos no evento: a adaptação do ambiente de trabalho às necessidades das pessoas. Para Derek Clements-Croome, da Univesidade de Reading, “haverá (no futuro) um aumento na personalização (dos prédios).  “Você estará no controle do meio ambiente e será capaz de colocá-lo a serviço de suas necessidades”, disse ele.

Uma horta vertical em prédio da Suécia.

Outra bonita horta vertical, esta cultivada em um prédio da Suécia.

E isso levaria em conta não apenas a utilização de material ultramoderno, mas de plantas, por exemplo. “Mas não se trata apenas de automação. Um iglu pode ser um prédio inteligente também”, disse Clements-Croone.  Sean Affleck, da Make Architects, é um dos defensores das chamadas “plantações verticais”, o conceito de cobrir edifícios com plantas que absorvem CO2, transformando-o em oxigênio.

“Fachadas vivas pode refrescar as cidades como uma floresta, por causa da evaporação”, diz.  Mas além de plantas já usadas corriqueiramente em projetos semelhantes, há quem aposte no uso de algas na fachada. “As algas são 200% melhor em absorver CO2 a produzir biomassa”, diz. Ele defende a adoção de tubos envoltos de algas, para os quais seriam bombeados gases residuais do edifício, que por sua vez seriam filtrados e reutilizados, com fonte de energia.

Este belo Jardim vertical, escondendo a fachada da construção, fica na Itália

Este belo Jardim vertical, escondendo a fachada da construção, fica na Itália

A tecnologia já é usada na usina de Red Hawk, no Arizona, nos Estados Unidos. Por lá, o CO2 resultante da produção de energia local passa por tubos envoltos de alga, que absorvem 80% dos gases e os transformam em oxigênio.

Mas se a intenção não for transformar seu edifício em uma usina de energia, Affleck cita o exemplo de um edifício em Mumbai, que está colhendo as algas que crescem em suas fachadas para transformá-las em cosméticos.  E por que não usar algas e outras plantas na culinária? Os arquitetos acham plausível que, no futuro, as cantinas das empresas possam usar produtos colhidos da própria fachada. Leia mais em www.bbcbrasil.com.br

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1 Comentários

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ana maria 16 de janeiro de 2013 - 00:16

Solução criativa e inteligente para um problema que aflige o mundo todo: a poluição. Adorei.

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