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Fui à minha ginecologista na semana passada. Ela mediu a minha pressão arterial. Ficou surpresa: 11 x 7. No final, me parabenizou. Saí de lá pensando: será que não está um pouco baixa?
Agora, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) anuncia mudanças nessa questão da pressão alta: enquadra como pré-hipertensão valores entre 120-139 mmHg de pressão sistólica e 80-89 mmHg de pressão diastólica – mais ou menos, 12/13 x 8/9.
Quem tem a pressão 12 x 8, até agora considerada a ideal, não precisa tomar remédio, mas deve ficar atento e adotar uma vida mais saudável, incluindo exercícios físicos na sua rotina diária.
“Isso significa que o foco agora está em prevenção e diagnóstico precoce, priorizando mudanças no estilo de vida antes da necessidade de medicamentos”, explica o cardiologista Carlos Nascimento, da clínica Metasense.
Leia o artigo completo de Giovanna Sfalsin publicado pelo Correio Braziliense:
A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), trouxe mudanças importantes no diagnóstico e no tratamento da pressão alta. O documento enquadra como pré-hipertensão valores entre 120-139 mmHg de pressão sistólica e 80-89 mmHg de pressão diastólica, o que antes não ocorria.
Segundo o cardiologista Carlos Nascimento, da clínica Metasense, a principal alteração é que a diretriz passou a recomendar medidas não farmacológicas para pessoas com pressão a partir de 120/80 mmHg, popularmente conhecida como 12 por 8.
“Isso significa que o foco agora está em prevenção e diagnóstico precoce, priorizando mudanças no estilo de vida antes da necessidade de medicamentos”, explica.
O uso de remédios continua restrito a casos específicos, como pessoas com pressão acima de 140/90 mmHg ou pacientes com pressão entre 130-139/80-89 mmHg que tenham alto risco cardiovascular ou doenças associadas, após três meses de ajustes na rotina. “Quem tem 12/8 não precisa de remédio, apenas manter hábitos saudáveis”, diz.
Ações recomendadas para controle
- Atividade física regular: pelo menos 150 minutos por semana de exercícios aeróbicos, além de treinos de força duas vezes por semana;
- Controle do peso: cada quilo perdido reduz, em média, 1 mmHg da pressão arterial;
- Alimentação balanceada: redução do sal, aumento do consumo de potássio por meio de frutas e verduras, e adoção da dieta DASH, rica em alimentos naturais e frescos, como frutas, vegetais, leguminosas, cereais.
- integrais, laticínios desnatados, peixes, aves e oleaginosas.
- Evitar tabaco e excesso de álcool;
- Praticar técnicas de manejo do estresse, como meditação e exercícios de respiração.
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Carlos destaca que a atualização busca alinhar as recomendações brasileiras às evidências mais recentes e às necessidades do sistema público de saúde. “Cerca de 75% dos hipertensos são tratados no SUS, e o controle ainda é insuficiente. A diretriz reforça a importância de uma abordagem multidisciplinar, preventiva e adaptada à realidade do país, inclusive incorporando recursos como telemedicina e monitoramento domiciliar”, afirma.
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