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Primeiro projeto de coabitação no Brasil já encerrou inscrições

Por Maya Santana

Na coabitação, são os próprios moradores que administram o lugar

Maya Santana, 50emais

Como essa questão de moradia é um dos temas que interessam de perto as pessoas que visitam o 50emais, volto a tratar de coabitação. Já falei bastante sobre esse projeto de coabitação destinado a professores e funcionários com mais de 50 anos da Universidade de Campinas, em São Paulo. Por ser o primeiro na sua modalidade no país, vem chamando muita atenção. Muitos insistem em chamar esse modelo de moradia de cohousing, o termo em inglês para coabitação, que significa viver junto, mas separado. Cada um tem sua própria casa e convive com os outros moradores nas áreas comuns, como explica esta longa e completa reportagem de Deborah Giannini, do Uol, sobre habitação para a terceira idade.

Leia:

Primeira cohousing para idosos do Brasil já está com inscrições encerradas Imagine se seus vizinhos fossem seus melhores amigos e vocês pudessem fazer aula de ioga juntos pela manhã, participarem de um debate sobre filosofia à tarde e cozinharem juntos à noite. Tudo isso aos 80 anos. Partindo deste princípio, de morar sozinho, mas perto das pessoas com quem tem afinidade, a associação de professores da Unicamp, em Campinas, desenvolveu a Vila ConViver.

Segundo Bernadete Piazzon, 59 anos, membro do grupo de apoio da Vila ConViver e uma das 66 futuras moradoras do local, a ideia surgiu após alguns docentes, que viviam sozinhos, ficarem desassistidos na velhice. “A associação de professores criou um grupo de estudo que escolheu a cohousing como melhor modelo de moradia.” A Vila ConViver é destinada a docentes e funcionários com mais de 50 anos e já está com inscrições encerradas. No entanto, a ideia é reproduzir o modelo.

Em São Paulo, a Vila dos Idosos, gerida pela Secretaria Municipal de Habitação e Cohab-SP, foi inaugurada em 2007, também pensando nessa tendência de estimular a vida em comunidade na terceira idade. Trata-se de uma locação social para pessoas de baixa renda, com quitinetes privadas e pontos coletivos, onde é possível viver em privacidade e socializar quando desejar.

Enquanto a Vila dos Idosos é gerida pela Secretaria, que seleciona quem poderá morar lá, uma cohousing é criada por um grupo com alguma afinidade e administrada coletivamente.

Pavor de Asilo

Antes da Vila dos Idosos, Ruy Almeida (foto), 80, chegou a morar em uma instituição de longa permanência para idosos (ILPI) por dois anos. “Prefiro muito mais aqui. A gente entra e sai e ninguém pergunta nada ou nos controla. Tenho liberdade de ir e vir.”

Foi lá que ele conheceu sua namorada, Lia Loureiro, 78. Ela também diz que não consegue nem pensar na hipótese de morar em uma casa de repouso: “Tenho pavor”.

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Projeto de Héctor Vigliecca, arquiteto que é referência em habitação social, a Vila dos Idosos estimula o convívio: ali há horta, espelho d’água onde os moradores costumam tomar banho de sol e lavanderia coletiva. Lá, o idoso pode morar sozinho ou com até uma pessoa. No momento, há 200 moradores. Clique aqui para ler mais.

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6 Comentários

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Sônia Bertini 19 de dezembro de 2017 - 14:53

Desejo um assim em Santos. Existe algum?

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Giselia 17 de dezembro de 2017 - 22:04

Tenho muito interesse nas moradias c

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Maria Castro 17 de dezembro de 2017 - 14:25

Se tiver algum dissidente eu aceito…

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Neldila Teixeira de Barris Hinda 17 de dezembro de 2017 - 11:41

Qual criteriop aquisição dessa moradia?

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Breila 16 de dezembro de 2017 - 20:37

Quero em Ribeirão Preto!

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Edgar Werblowsky 21 de julho de 2018 - 09:36

Quero convidá-los para minha Palestra e Viagem sobre Cohousing que darei nesta terça-feira 24/7, àsd 19h30, na Freeway, à R Ágata 74 – Aclimação – São Paulo – SP

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