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Promessas de Ano Novo, Dráuzio Varella

Por Maya Santana

Comemos mais do que o nosso organismo precisa

Esse é o ideal da espécie humana: da mesa farta para a poltrona macia

Um artigo do Dr. Dráuzio Varella bem apropriado para esta época do ano, quando nos refestelamos com as comidas e bebidas deliciosas de Natal e de Ano Novo. E para que a culpa pelos exageros não se instale, prometemos sempre que, a partir de janeiro, seremos mais moderados na hora da alimentação.

Leia o que diz o Dr. Dráuzio:

Se depender de bons propósitos, nossa saúde no ano novo será perfeita.É sempre assim: arrependidos dos descalabros alimentares e dos exageros alcoólicos cometidos durante a temporada de festas, todo início de ano juramos que, dali em diante, comeremos e beberemos com parcimônia e nos exercitaremos. Alguns dias depois, o sentimento de culpa se esvairá e a vida voltará à sua rotina glutônica e sedentária.

Comemos mais do que as necessidades energéticas da vida moderna exigem, porque nosso cérebro foi moldado em época de penúria. A fome, flagelo ancestral de nossa espécie, selecionou entre nossos antepassados aqueles capazes de ingerir grandes quantidades de alimentos para enfrentar as temporadas de jejum forçado que se seguiam. São os genes que herdamos deles os responsáveis pela dificuldade de resistirmos à tentação dos doces e pela incapacidade de parar no fim do primeiro prato de feijoada.

Nossa história evolutiva explica por que a fome é uma sensação tão irresistível quanto a sede. Seres humanos que, no passado, eram capazes de comer muito e armazenar o excesso de calorias sob a forma de tecido adiposo deixaram mais descendentes que lutam contra a balança em razão da fartura atual.

A necessidade de economizar calorias preciosas no tempo das vacas magras é a razão do paradoxo que cerca a atividade física. Não apenas estamos cansados de saber que o exercício faz bem para o organismo, como sentimos grande bem estar depois de praticá-lo. Por que, então, uma atividade reconhecidamente benéfica que, ainda por cima, traz prazer físico, é tão difícil de realizar?

Só pode ser por uma razão: o exercício físico vai contra a natureza humana. No intervalo das refeições, nossos familiares do tempo das cavernas faziam exercício ou ficavam sentados para economizar energia? Alguém já viu uma onça no zoológico correndo para exercitar os músculos? Ou um chimpanzé fazendo ginástica? Bem alimentado, o animal repousa, assim como nós que, depois do almoço de domingo, levantamos da mesa direto para nos refestelarmos no sofá.

Esse é o ideal da espécie humana: da mesa farta para a poltrona macia.

Mas, como vencer esses impulsos ancestrais, diante dos avanços da culinária e do conforto que nos poupa até de sacrifícios insignificantes, como girar a manivela para fechar o vidro do carro ou andar até a TV para mudar o canal? Clique aqui para ler mais.

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1 Comentários

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Cirlandia 30 de dezembro de 2014 - 11:49

Muito bom!

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