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Psiquiatra propõe uma “Sexualidade sem fronteiras”

Por Maya Santana

O psiquiatra acaba de lançar o livro

Flávio Gikovate, 70 anos, acaba de lançar um livro

Em seu novo livro, lançado na semana passada, o médico psiquiatra Flávio Gikovate propõe uma vida sexual sem cobranças e sem rótulos. Para ele, o importante é trazer o sexo para o domínio do amor, independentemente de qual gênero o parceiro seja.

Você é heterossexual? Ou homossexual? Considera-se bissexual? A sexualidade humana norteia-se por esses e outros “rótulos”. Definições que, para o psiquiatra, podem interferir na vida sexual das pessoas, além de reforçar preconceitos. Em seu novo livro, Sexualidade sem fronteiras (MG Editora, 136 páginas, R$37,60), Gikovate propõe o fim desses termos (hétero, homo ou bi). O ideal, segundo ele, é falar apenas em sexualidade.

“As pessoas que vivem verdadeiramente de acordo com a sexualidade não têm compromisso com seu passado sexual e podem se movimentar dentro do espectro das possibilidades da sexualidade de modo livre e isento”, diz o psiquiatra. O que significa que, para Gikovate, as pessoas podem, ao longo da vida, relacionar-se com pessoas do sexo aposto ou do mesmo sexo, de acordo com seus desejos. Em entrevista à revista Época, Gikovate fala sobre a teoria que apresenta em seu livro e afirma que nela pode estar a chave para o fim do preconceito e para a experiência do encantamento do amor.

ÉPOCA – No livro, o senhor propõe o fim de uma orientação sexual definitiva, o que, a seu ver, tornaria mais fácil uma pessoa transitar entre seus desejos, sem ser rotulada. Seria uma nova revolução sexual? Ela já está em curso?                                                                                                                                                                                                 Flávio Gikovate – São os primeiros movimentos ainda, mas essa revolução está em curso. O caminho é longo. Falta a liberdade de exercer o ato sexual de forma lúdica e totalmente desprovida de preocupação com a performance e o desejo de impressionar o parceiro. Falta também entender que o sexo é muito mais rico e gratificante quando vivenciado no contexto de uma relação amorosa de boa qualidade, fundada em afinidades de caráter, gostos e interesses. Uma relação mais parecida com a amizade. Sei que isso ainda é um tanto difícil para a maioria, pois, quando existem essas afinidades, muitas vezes o sexo se mostra menos exuberante. Trazer o sexo para o domínio do amor, desfazendo a tradicional aliança com a agressividade, é um dos grandes desafios da atualidade, independentemente de qual gênero seja o parceiro.

ÉPOCA – Todo mundo pode se sentir atraído por uma pessoa do mesmo sexo ou desejar pessoas de ambos os sexos?                                                                                                                                                                                                       Gikovate – As pessoas que vivem verdadeiramente de acordo com a sexualidade não têm compromisso com seu passado sexual e podem se movimentar dentro do espectro das possibilidades da sexualidade de modo livre e isento de qualquer norma ou preconceito. Elas vão se fixar em um determinado território, tanto em função de suas convicções e deliberações racionais quanto em decorrência de outro impulso que, na prática, se sobrepõe ao erótico: o encantamento amoroso de ótima qualidade. Leia mais em epoca.com.br

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1 Comentários

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Toninho Reis 15 de abril de 2013 - 15:08

otima opcao, parece que o livro eh muito bom para quem ainda nao saiu do armario,e tambem espero que o senhor Feliciano o leia, quem sabe ele sai do conflito que esta vivendo, com certeza irei comprar ……….. bjs

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