
Márcia Lage
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Depois de matar 150 mil cidadãos russos na guerra contra a Ucrânia, o presidente Wladimir Putin quer repor o estoque das almas perdidas, estatizando os úteros das mulheres do seu país.
Foi o que li essa semana no site xataca.com.br, um portal especializado em tecnologia. O autor da matéria, Igor Gomes, garante que investigou as fontes na Rússia e que a notícia é verídica. Fiquei indignada.
O presidente decidiu, sem consultar a população feminina, que ela deverá colaborar para repovoar a Rússia, com uma prole numerosa como as de suas avôs. Oito, 10, 12 filhos. O máximo que conseguirem entre uma guerra e outra.
Para obter sucesso, o ditador vai aumentar ainda mais a censura que já impera no país. Toda e qualquer obra literária, cinematográfica ou televisa que faça alusão a uma vida sem filhos, será terminantemente proibida.
Mulheres solteiras, casais LGBTQ+ e mesmo casais heteros que optem por não procriar serão tratados como inimigos da pátria. Segundo a reportagem do jornalista Igor Gomes, “o Kremlin já implementou uma série de medidas, desde fornecer ajuda às famílias até declarar guerra ao aborto, promover a maternidade o mais cedo possível e silenciar completamente aqueles que defendem um estilo de vida sem filhos”.
O Diário do Parlamento Russo aprovou lei que impede a concessão de licença de exibição no país de obras que sejam contrárias à procriação ou transmitam imagens negativas da gravidez e do parto. Nem pelo celular ou computador poderão ser vistas.
Quem desobedecer à lei pagará multa de 400 mil rublos (cerca de 28 mil reais). Nada se falou sobre proibição de anticonceptivos, mas se a proposta é pra valer, será o caminho mais fácil.
A Rússia volta ao início do século passado, quando as mulheres engravidavam anualmente. Só um homem tão malvado, sem alma, como Putin para ter uma ideia dessas.





