Quais serão os efeitos da bebida alcoólica em pó?

Por Maya Santana
Taças de cosmopolitan, margarita, limão drops e mojito, alguns dos sabores disponíveis em pó.  (Foto: ThinkStock)

Taças de cosmopolitan, margarita, limão drops e mojito, alguns dos sabores disponíveis em pó. (Foto: ThinkStock)

Pronto. A bebida em pó, com a qual muita gente sonhava, acaba de chegar ao mercado. Ainda não desembarcou aqui, mas foi aprovada em abril e já está sendo vendida nos Estados Unidos e na Grã-Bretanha. Muita gente está preocupada, achando que álcool em saquinho só vai causar problemas, inclusive em partidas de futebol. Mas o inventor britânico defende, dizendo que o Palcohol é um produto como outro qualquer.

Leia o artigo de Flávia Yuri Oshima para a revista Época:

Guardar no bolso da camisa uma dose do drinque cosmopolitan, consagrado pelas quatro amigas do seriado Sex and the city, e carregá-lo para qualquer lugar sem risco de vazamento será possível dentro de poucos meses. Rum, vodca pura, margarita e mojito também serão lançados em versão de bolso. Essa é a ideia do Palcohol, mistura de álcool em pó com sabor, criada por um empreendedor britânico. Para preparar coquetéis coloridos, basta misturar o pó a uma garrafinha d’água, e chacoalhar com vigor. O gelo é opcional.

Grã-Bretanha e Estados Unidos já aprovaram a venda

“O pacote pesa 28 gramas e contém apenas 80 calorias”, salienta o empresário em seu website. Basta acrescentar 140 ml de água e você verá a bebida que escolheu aparecer na sua frente.

A venda da bebida em pó foi aprovada no Reino Unido e nos Estados Unidos no fim de abril. Desde então, a discussão em torno dos drinques está acalorada, principalmente entre os americanos. Alguns Estados tentam vetar a entrada do produto. Transformar uma bebida alcoólica em algo tão portátil e discreto, como um envelope com pó, é perigoso para todos, afirmam. Adolescentes podem querer cheirá-lo. Torcedores carregarão seus sachês de Palcohol para os estádios e, a cada gol, o risco de uma combustão nas arquibancadas aumentará. O Palcohol poderá ser usado para turbinar drinques sem o conhecimento do dono do copo, que ficará embriagado s sem se dar conta. A lista de preocupações é vasta.

>> Quais são os países que mais bebem no mundo?

O enólogo e empreendedor Mark Phillips teve a ideia de criar o Palcohol numa das trilhas de bicicleta que gosta de fazer. “Quando finalmente chegava a meu destino, queria relaxar com meus amigos, beber algo. Mas não dá para levar outra garrafa fora a de água”, diz. “Quis criar algo fácil de carregar.” Phillips buscou um químico para desenvolver uma fórmula de bebida alcoólica em pó instantânea. Para vender a mistura, criou a empresa Lipsmark. O bafafá foi tamanho que a Lipsmark publicou, em sua página da internet, uma lista de respostas para as dúvidas e contra-argumentos para os riscos apontados pelos americanos. “O barulho em relação ao Palcohol é absurdo. Ele segue todas as regras e restrições de outros produtos alcoólicos”, escreveu Phillips. Clique aqui para ler mais.


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