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Quando as avós e os avôs acumulam papéis

Por Maya Santana
São muitos os avós que aceitam a tarefa de olhar os netos

São muitos os avós que aceitam a tarefa de olhar os netos

Juliana Andrade e Adriana Fantoni, Rede Aptta

Uma das coisas maravilhosas que a maturidade traz é a oportunidade de olhar para trás e pensar no que deu certo, especialmente em relação à criação dos filhos. O desafio do educar e do formar bons cidadãos é enorme, especialmente em um contexto em que as mães e os pais dividem o seu tempo entre os filhos, o par amoroso, a casa e o trabalho.

Mas e quem já viveu tudo isso e agora, ao vivenciar o presente e pensar no futuro, se vê na tarefa (ou será obrigação???) de ajudar os seus filhos a criarem os seus próprios filhos? Ou seja, não se liberta da tarefa de educar e de formar bons cidadãos, pois novamente se vêem neste papel como avós/avôs?

Já dissemos aqui sobre a liberdade trazida pela maturidade, sobre a oportunidade de empreender uma nova carreira, talvez criando um negócio próprio ou desengavetando um projeto adormecido. Mas…. e se o filho/ filha pede que você seja “apenas”…. avós/avôs?

Mais uma vez, cabe aqui uma reflexão sobre o equilíbrio de papéis e das várias esferas da vida, para não correr o risco de se anular e deixar de lado seus projetos pessoais em função, por exemplo, da incapacidade do filho/filha de fazer suas próprias reflexões e se adequar para ele/ela mesmo(a) cumprir o seu papel de mãe/pai, entre outros.

Estabelecer o limite entre os papéis para conseguir conciliar tudo e apoiar na medida certa, esse é o desafio!

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