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Envelhecimento: que tipo de velho, ou velha, você quer ser?

Por Maya Santana

A geração que agora ultrapassa os 60 anos valoriza como nunca antes a independência

A geração que agora ultrapassa os 60 anos valoriza como nunca antes a independência

Maya Santana, 50emais

Este artigo escrito por Maria da Luz Miranda, de O Globo, faz uma espécie de radiografia das aspirações do idoso no Brasil, com base nos resultados de um estudo envolvendo duas centenas de homens e mulheres com idade acima dos 60 anos. O estudo, realizado em quatro das grandes cidades brasileiras – São Paulo, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro – traz conclusões muito interessantes. Quando perguntados como querem ser vistos pela sociedade, respeito foi a palavra que veio em primeiro lugar. Eles pedem também que a idade não seja tratada como fardo e com carga tão negativa.

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Nara tem 65 anos, mora sozinha e considera essencial ter bons amigos por perto. Carlos, aos 72, é adepto do bom humor como elixir para a vida. Celeste, de 74, diz adorar passear com os netos, mas não abre mão do seu tempo livre. Aos 67, Marlene acaba de fazer o Enem e espera, ansiosa, a oportunidade de entrar para a faculdade pela segunda vez. Tarde? Os idosos, definitivamente, não são mais como eram antigamente, constata um estudo de comportamento realizado em quatro metrópoles brasileiras. Autonomia, segundo os mais de 200 entrevistados, é a palavra da vez para essa geração.

Segundo o levantamento “60+ Um novo paradigma”, seja em São Paulo, Porto Alegre, Recife ou no Rio de Janeiro, a geração que agora ultrapassa os 60 anos valoriza como nunca antes a independência. Trata-se de uma turma que não dispensa atenção, mas prefere ser dona do próprio nariz, ou melhor, dar conta de manter corpo e mente sãos pelo tempo mais prolongado possível.

Eles querem viver cercados de bons amigos, manter o círculo familiar, e vão além nas exigências. O estudo pontua outros aspectos reveladores de como essa faixa etária quer ser representada e vista pela sociedade. Respeito está no topo da lista, mas eles pedem também que a idade não seja tratada como fardo e com carga tão negativa; reivindicam credibilidade e reconhecimento como pessoas ativas que podem ser; e que todos mantenham em mente que o mundo, afinal, não é feito só dos ou para os jovens.

O modo como homens e mulheres consultados encaram o envelhecimento é marcadamente diferente. Eles sentem mais fortemente o peso e as mudanças que a aposentadoria ocasiona. Elas, muitas vezes encaram a chegada dos 60 anos e o eventual fim do trabalho obrigatório e a menopausa como oportunidade para redescobertas. Mais abertas, mulheres tendem a cuidar mais do corpo, a ter mais atividades sociais e a se envolver mais em grupos.

As experiências são múltiplas, mas a vida financeira é onde está boa dose de incerteza que afeta esse público. Ainda segundo o estudo, feito pela consultoria Eureka, com apoio de profissionais de áreas como psicologia, antropologia e sociologia, os idosos de hoje pouco planejaram a hora de parar de trabalhar.

Há percalços também na mobilidade, já que as cidades são pouco ou nada inteligentes para acolher quem já não tem passos tão firmes. Assim como as cidades, as famílias têm de fazer esforço redobrado para dar conta dos velhos sob a sua responsabilidade. Com todas as dificuldades, o que os idosos ouvidos pela pesquisa atestam é se ainda têm muito tempo, querem viver da melhor forma.

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1 Comentários

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Maria Cristina 2 de novembro de 2017 - 12:51

Gosto de academia

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