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Quem passa dos 50 quer algo mais do que só "ficar"

Por Maya Santana

Arthur Bernstein, publicitário, 70 anos

Arthur Bernstein, 70 anos


Este é um artigo bem interessante publicado pela revista Veja, sobre como pessoas que já passaram dos 60 anos estão paquerando. O artigo me chamou a atenção, porque, aos 63 anos, confesso, nem sei mais o que é paquerar. Dei uma recolhida dentro de mim e perdi a prática. Ficou mais difícil, sem dúvida.
Leia o que outras pessoas pensam:
“É uma bobagem, mas ainda fico muito nervoso na hora de conhecer alguém”, confessa o publicitário carioca Artur Bernstein, 70 anos, alto, magro, extremamente elegante. Divorciado há oito anos pela segunda vez, ele se diz de volta “ao mercado”, mas sem muito sucesso em suas investidas.  “Nessa idade, a gente não sabe muito bem por onde começar”, conta. Ter a impressão de que paquerar depois de uma determinada idade se torna mais complicado é natural. Os códigos e as regras da sedução parecem ter se alterado de maneira definitiva.
Para quem é do tempo em que se namorava no sofá da sala, pensar em “ficar” uma noite ou ser assediado atrevidamente por alguém mais jovem, por exemplo, pode soar estranho. “Sinto-me perdido. ‘Ficar’ é muito chato e vazio”, afirma Bernstein. Mas não é bem assim. De fato, segundo os especialistas, a principal diferença na hora de encontrar um par depois dos 50 anos diz respeito às expectativas e à bagagem de vida de cada um. Lidar com ex-mulheres e ex-maridos, filhos, doenças, frustrações, decepções não é fácil.
Sônia Ramalho, 64 anos

Sônia Ramalho, 54 anos


“É também uma fase da vida em que não se quer mais construir uma família. O que vale é o companheirismo. É quando só importam sentimentos e intenções verdadeiras. E isso é difícil encontrar”, disse a VEJA a escritora americana Alice Solomon, autora do livro Find the Love of Your Life After 50 (Encontre o Amor de Sua Vida Depois dos 50).
A professora paulista Sonia Ramalho, 54 anos, dois ex-maridos, concorda. Nos últimos anos, colecionou histórias de paqueras frustradas. “Ou eles querem as jovens ou só casos sem compromisso. Busco algo menos superficial”, diz. Recentemente, ela recorreu à internet para conhecer pretendentes. “Troquei e-mails com uns cinqüenta homens e cheguei a sair com cinco. Foi uma experiência válida porque peneirei bem quem eu queria”, conta. Leia também “Ai, como eu faço?”

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