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Quem precisa de um príncipe encantado?

Por Maya Santana

A atriz Susan Sarandon,  67, e o atual  namorado, Jonathan Bricklin,  37

A atriz Susan Sarandon, 68, e o atual namorado, Jonathan Bricklin, 37

Mirian Goldenberg

Quando circularam os rumores do fim do casamento dos atores Susan Sarandon e Tim Robbins muitos pensaram que ele, 12 anos mais jovem do que ela, teria encontrado um novo amor.

Pouco tempo depois, a atriz de 68 anos apareceu com o novo namorado: o roteirista Jonathan Bricklin, 37, seu sócio em um bar de Nova York.

A atriz disse que a diferença de idade não significa nada. “É a alma de uma pessoa que me interessa. Quando você está amando, questões como idade, sexo ou cor não têm qualquer importância.”

Ela afirmou que seu relacionamento não é convencional, mostrando que seu desejo de ser feliz supera os preconceitos que limitam as escolhas femininas.

Grande parte das brasileiras procura um parceiro que seja “superior”: mais velho, mais alto, mais forte, mais rico, mais poderoso, mais bem-sucedido etc. Como afirmou Pierre Bourdieu, a mulher só pode querer um homem cuja dignidade esteja claramente atestada no fato de que “ele a supere visivelmente”. O homem deveria ocupar a posição dominante no casal, já que a mulher se sentiria diminuída com um “homem diminuído”.

O sociólogo mostrou que os que são dominados contribuem, muitas vezes inconscientemente ou até mesmo contra a sua vontade, para a própria dominação, aceitando os limites socialmente impostos.

Muitas brasileiras famosas são ou foram casadas com homens muito mais jovens do que elas: Marília Pêra, Ivete Sangalo, Astrid Fontenelle, Marília Gabriela etc.

Inúmeras mulheres, mesmo não sendo celebridades, também conseguem subverter a lógica da dominação masculina simplesmente por escolherem homens considerados socialmente inferiores (mais jovens, mais baixos, mais pobres etc).

No dia 25 de março Leila Diniz completaria 70 anos. Sempre me perguntam como ela estaria hoje. Gosto de imaginar que, se não tivesse morrido aos 27 anos, ela ainda estaria rompendo com os tabus e preconceitos que limitam as escolhas das brasileiras.

Depois de uma enxurrada de jovens que sonham com milionários sádicos nas telas do cinema, é confortador saber que existem mulheres “meio Leila Diniz” que buscam relações mais livres e prazerosas.

Afinal, não queremos os sapos nem precisamos dos príncipes, não é mesmo?

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3 Comentários

Jaqueline 27 de março de 2015 - 14:20

Muito bom o texto. Sempre Mirian Goldenberg…

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yvone 27 de março de 2015 - 11:11

Isso também chama-se liberdade de escolha. E como é bom escolher e não ser escolhida!

Responder
Regina Sales 26 de março de 2015 - 20:24

Eu precisava ler algo assim…estou com esse “problema”.

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