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Quem tem 60 anos hoje não se considera velho

Por Maya Santana

O ator Pierce Brosnan continua lindo aos 62 anos

O ator Pierce Brosnan continua lindo aos 62 anos

Gabriela Carelli

Você está prestes a completar 60 anos, mas tem a sensação de que é cedo demais para ser rotulado como idoso ou aderir ao time da terceira idade? Não, não se trata de escapismo, nem de negação da realidade: os 60 são, de fato, os novos 40, como dizem por aí – e você, definitivamente, não é velho. O aumento da longevidade e a melhora na saúde da população mundial prolongaram a meia idade para além da sexta década de vida, afirmam demógrafos europeus e americanos em um estudo recém-publicado na revista científica PLoS One.

Feito pelo do IIASA (International Institute for Applied Systems Analysis), na Áustria, em parceria com a Universidade Story Brook, nos Estados Unidos, o estudo traz outra boa notícia. Como consequência de uma meia idade mais duradoura, a velhice também começa mais tarde, bem depois do que se pensava. Para a Organização das Nações Unidas, é idoso quem tem 60 anos ou mais. Outras instituições estabelecem os 65 anos como o início da terceira idade.

Segundo os pesquisadores, não existe uma idade específica, única, que sirva de padrão para a classificação etária. “O total de anos que define o envelhecimento varia de acordo com o país e com o gênero”, diz Sergei Scherbov, do IIASA , responsável pela trabalho. Tome como exemplo as mulheres francesas. O início da velhice para as nascidas na França acontecia aos 58,4 anos, em 1900, e aos 64,8 anos, em 1956. Nos dias atuais, ela se tornam idosas aos 74 anos. Na Inglaterra, as mulheres envelhecem antes, aos 72 anos, e os homens, aos 70.

Para chegar a esse resultado, os demógrafos avaliaram os dados estatísticos (aumento da expectativa de vida, mortalidade, natalidade) e os indicadores de saúde das populações de 40 países e aplicaram uma nova fórmula, que inclui diversas variáveis além da idade cronológica. “Esse cálculo revela em qual idade as pessoas de um país podem ser chamadas de idosas. De maneira simplificada, uma pessoa entra na terceira idade quando lhe restam menos de 15 anos de vida, período em que ela se torna mais dependente e frágil”, diz Scherbov.

Divulgada há menos de duas semanas, a pesquisa do IIASA virou manchete nos principais sites de notícia dos Estados Unidos e Europa. Afinal, trata-se de um dos raros trabalhos científicos que surgem para comprovar uma mudança já percebida fora do mundo acadêmico: quem tem 60 anos hoje não se considera velho. Com qualidade dos anos acrescentados à expectativa de vida, os sessentões sentem-se dispostos, continuam a trabalhar e começam novos relacionamentos. Essa jovialidade não se expressa apenas no comportamento, mas na boa saúde e na aparência. Pense em Pierce Brosnan, 62 anos. O ator, que continua lindo, tem atuado como nunca: participou de oito filmes nos últimos dois anos. De velho, realmente, ele não tem nada.

Gabriela Carelli é jornalista e editora do canal Longevidade do Estadão – @[email protected] Este artigo foi publicado no Estadão com o título “Os 60 são, de fato, os novos 40”.

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5 Comentários

Walmir da Silva 19 de abril de 2019 - 19:58

Ótimo artigo combina com migo, vou fazer 60 daqui um mês trabalho 12 horas por dia sou motoboy adoro minha profissão e faço corrida de 6 km três vezes por semana , me sinto muito bem graças à Deus.

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Anayansi C Brenes 3 de janeiro de 2016 - 05:31

O SIMULACRO .>>>>!!!!!!

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Anayansi C Brenes 3 de janeiro de 2016 - 05:29

Estimada,

Sinto que a idade nao é o problema. A grande questão é dizer que está aposentada…
Soa isso ao fim da linha, fim da vida, fim de tudo…
Por isso, penso que a inserção no trabalho é importante, mas como permanecer se as instituições não reconhecem seu tempo de serviço e ou a possibilidade de você vir fazer `um plus ` ou fazer a diferença ???. Senti isso na UFMG, local onde trabalhei 33 anos como docente. O embate com os `JOVENS ´professores me fez pensar que não era mais possível dar conta da produtividade exigida. Afinal , parece ser que a quantidade é mais importante que a qualidade…
Os gestos rápidos, a aparência de `seres `altamente produtivos…ocupa a cena.. Tudo faz lembrar no melhor estilo, traços do conto Receita de Medalhão….Machado de Assis , antecipando algo tipico do Brasil, já presente no século XIX…

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MARINA AUAD 10 de maio de 2015 - 10:33

De fato. Estou vivenciando os dias para completar os 73 anos, mas não sinto ter
percorrido toda esta idade.Meu ânimo é de uma pessoa que tem uns quarenta.Lógico que as limitações são inegáveis, mas náo me prendo a elas.Sou imensamente grata e feliz com tudo que possuo, até mesmo às rugas que marcam minhas faces.

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Jose Tadeu Pucinelli 29 de janeiro de 2018 - 22:39

Odorei a seu comentário. Parabéns

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