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“É pelo trabalho que a mulher vem diminuindo a distância que a separava do homem, somente o trabalho poderá garantir-lhe uma independência.” A frase da escritora e filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908 – 1986) resume bem este texto sobre como se tornar independente através de seu próprio esforço.
Entre as dicas para chegar lá, a especilialista destaca: “Foque no que trará benefícios para você. Por exemplo, na sua profissão, faça cursos, se aprimore para poder ter mais clientes, ser promovida/o ou ganhar mais.”
Outra alternativa que ela dá: “Tenha uma atividade paralela, algo que você demonstre talento e gere um dinheiro a mais do que a sua renda formal,” aconselha a especialista, completando: Aí, deve começar a colocar esse dinheiro para trabalhar para você. Mesmo que seja pouco.”
Nesses tempos em que o dinheiro simplesmente desapareceu, qualquer orientação que resulte em mais recursos no bolso é muito bem vinda! E há várias!
Leia o artigo completo de Mariza Tavares, do blog Longevidade: Modo de Usar, publicado por O Globo:
O que fazer quando se ganha pouco, é quase impossível poupar, não se tem acesso a produtos bancários de qualidade e, com frequência, se está endividado/a? Por favor, não jogue a toalha, é o que propõe Gal Barradas, que, depois de uma carreira bem-sucedida na publicidade, transferiu-se para o mercado financeiro.
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Atualmente, ocupa o cargo de líder de crescimento e marketing da Rio Bravo Investimentos e trabalha para o aumento da participação feminina no mundo corporativo e das finanças. Embora seu foco seja levar informações para as mulheres começarem a aplicar seu dinheiro, seus conselhos para atingir a independência financeira valem para todos.
O que fazer para juntar o primeiro montante para investir?
O tempo é um recurso escasso e não renovável. Ninguém tem tempo infinito. Foque no que trará benefícios para você. Por exemplo, na sua profissão, faça cursos, se aprimore para poder ter mais clientes, ser promovida/o ou ganhar mais. Ou então, tenha uma atividade paralela em algo que tenha talento e gere um dinheiro a mais do que a sua renda formal. Aí deve começar a colocar esse dinheiro para trabalhar para você. Mesmo que seja pouco. De pouquinho em pouquinho, vai se sentir recompensada/o com o passar do tempo. O segredo é disciplina e longo prazo, disciplina e longo prazo, disciplina e longo prazo.
Qual o melhor investimento para quem está começando?
Com certeza não é a poupança, que, ao longo do tempo, não vence a inflação, nem o título de capitalização, que nem pode ser chamado de investimento. Com a taxa de juros alta, existem bons investimentos de renda fixa, que vão lhe proporcionar liquidez, ou seja, permitirão que você possa sacar o dinheiro se precisar, já que ainda está no começo.
Um dos problemas de ter pouco dinheiro é justamente ter acesso a investimentos de qualidade. Como conseguir “fugir” da poupança e da capitalização?
Existem produtos de renda fixa que acompanham a inflação e nos quais você pode começar com pouco dinheiro. O importante é manter a constância. Todo mês, um pouquinho. Até mesmo em renda variável, que são produtos mais sofisticados, há aqueles em que o investimento inicial é de menos de cem reais.
Quando se ganha pouco, parece impossível poupar. Como evitar gastos supérfluos, que ocorrem até quando o salário é baixo?
Você deve rever as suas despesas e forçar uma reserva mensal para começar. Depois, deve reaplicar os rendimentos, e não gastá-los. Assim, irá se beneficiar dos juros compostos ao longo do tempo. Às vezes, começar tem a ver com gastar menos. Adiar a compra de uma roupa se não está precisando dela naquele momento; evitar participar de apostas, que só levam seu dinheiro e não há garantia alguma de que voltará; não dar presentes que sejam custosos.
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Leve em consideração que um desejo sincero de parabéns pode ser mais valorizado pelo aniversariante; e que custa menos reunir amigos em casa do que ir para bares. É preciso evitar todo impulso em relação a gastos que não são realmente necessários.





