Receita para chegar aos 115: ovo cru e solterice

Por Maya Santana
A centenária come três ovos crus por dia desde jovem  quando foi diagnosticada com anemia

Emma come 3 ovos crus por dia desde jovem, por causa de uma anemia

Achei demais essa senhora dizer que come três ovos crus por dia. Fiquei pensando. Se tivesse que fazer esse sacrifício para viver tanto, talvez preferisse uma vida mais curta. Não consigo nem me imaginar comendo ovo que não esteja bem cozido, com a gema dura. De qualquer forma, é notável que Emma Morano já tenha conseguido viver 115 anos. Ela atribui a sua longevidade não só aos milhares de ovos que já consumiu, mas também ao fato de levar uma vida independente, sozinha. Separou-se no marido lá na década de 1930 e nunca mais se enganchou com ninguém.

Leia o artigo publicado pelo Zero Hora:

A celebridade chegou tarde para Emma Morano. Sua rotina diária, na verdade, mal e mal causaria espanto se não fosse o fato de que ela conseguiu mantê-la durante tanto tempo. Aos 115 anos e quase três meses, Emma é a pessoa mais velha da Itália e da Europa, a quinta mais idosa do mundo e uma entre as poucas pessoas cuja vida se estende por três séculos.

Nesse período, ela viu a Itália evoluir de monarquia a república que gerou quase 70 governos em sete décadas, com uma incursão de 20 anos pelo fascismo no meio. Sobreviveu a duas guerras mundiais e às privações que se seguiram; anos de terrorismo doméstico e anos de prosperidade econômica que transformaram a Itália de economia agrária em um dos países mais industrializados do mundo.

Em uma recente manhã de rachar de frio em janeiro, enrolada em xales tricotados à mão, ao lado de um aquecedor, ela resumiu sua vida com simplicidade:

– 115 anos é muita coisa.

Emma não tem dúvida de como chegou tão longe: seu elixir da longa vida consiste de ovos crus, que ela come – três ao dia – desde a adolescência quando um médico recomendou o consumo para conter a anemia. Assumindo que tenha falado a verdade, ela teria consumido perto de cem mil ovos em sua vida, com margem de erro de mais ou menos mil – o colesterol que se dane.

Ela também está convencida de que se manter solteira durante a maior parte da vida, depois de um casamento infeliz que terminou em 1938 após a morte de um filho, a manteve ativa. Nessa época, a separação era rara e o divórcio somente foi legalizado na Itália em 1970. Emma contou que teve vários pretendentes depois disso, mas nunca escolheu outro parceiro.

– Eu não queria ser dominada por ninguém – ela declarou.

Gerontólogos concordam que não existe um segredo único para a longevidade.

– Se você conversar com cem pessoas centenárias, ouvirá cem histórias diferentes –, contou Valter Longo, diretor do Instituto de Longevidade da Universidade do Sul da Califórnia, cujos estudos sugerem que a dieta seja um fator importante para a vida longa. Clique aqui para ler mais.


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