fbpx

Recordações de um tempo quase 40 anos atrás

Por Maya Santana

A jornalista e professora universitária Mirian Christus

Mirian Christus, respeitada pela coerência e pioneirismo

Passeando pelo Facebook, encontrei este breve texto de Mirian Christus, jornalista, professora da UFMG, voz respeitada em Minas e amante incondicional de gatos, a propósito do Dia Internacional da Mulher, celebrado neste sábado, oito de março. Um relato curto, mas carregado de história, de um tempo transcorrido há quase quatro décadas.

Leia:

Hoje, Dia internacional da Mulher. Quase 40 anos atrás, um grupo formado, entre outras, por Beth Cataldo, Beth Fleury, Lúcia Afonso, tornou- se referência em temas ligados à mulher: direito ao prazer, ao uso do próprio corpo, divisão de trabalho em casa, etc.

Na época, foi hostilizado pela esquerda que não via sentido em se criar algo voltado específicamente para a questão feminina. Desvio de forças, era o que se falava. Alguns homens nos apoiava…m, como Charles Magno e Aloísio Moraes.

Intelectualmente vencemos e, hoje, muitos assuntos tornaram-se banais. O discurso tornou-se banal, mas muitos problemas continuam, entre eles a dificuldade de lidar com a diferença (a morte brutal do menininho Alex é a demonstração dessa tragédia).

A TV Globo faz sua homenagem (histórica) colocando a condução dos programas sob a responsabilidade das mulheres com o slogan algo como “todos os dias deveriam ser assim”. Deus me livre, nem nos nossos momentos mais radicais (e eram muitos), desejamos um mundo só de mulheres! Amávamos os homens, gostávamos muito de sexo e apenas desejávamos ser melhor amadas na cama – e fora dela.

Notícias Relacionadas

Deixe um comentário

1 × cinco =