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Refazer nossos projetos de vida

Por Maya Santana

há um impulso que nos leva a querer trocar de parceiro, de casa, de trabalho, de profissão e de ambiente

há um impulso que nos leva a querer trocar de parceiro, de casa, de trabalho, de profissão e de ambiente

Miriam Subirana

Em determinados momentos de nossa vida, tudo o que nos levou e acompanhou até um momento preciso parece perder o significado e sentimos uma necessidade urgente de sair de onde estamos para empreender novos rumos, mesmo sem sabermos exatamente para onde eles nos conduzirão. Queremos experimentar novidades, há um impulso que nos leva a querer trocar de parceiro, de casa, de trabalho, de profissão e de ambiente. Aquilo pelo qual lutamos durante anos, ao que nos dedicamos com esmero, parece estar desmoronando. Somos invadidos por uma incerteza interior, uma grande dúvida: ficar nesse “lugar” no qual nossa vida parece ir se apagando por inanição ou soltar o lastro e se abrir ao desconhecido?

Essa coisa que nos empurra a sair de onde estamos varia de acordo com a situação, a pessoa, suas relações, sua idade e sua história. Pode ser a busca de um sentido, a insatisfação, o desconforto e o tédio ou a falta de motivação. Tabmbém podem ser perguntas como: vou continuar assim até meus últimos dias? É isso mesmo o que eu quero? Que sentido tem o que eu estou fazendo e a maneira como estou vivendo minha vida? Tomar a decisão de mudar frequentemente implica em provocar rupturas, confusão e sofrimento, e entrar em crise.

É preciso fluir, mesmo em meio à incerteza. Já que não sabemos o que nos espera depois dessa mudança, essa inquietude pode provocar uma falta de força interior. No entanto, desapegar daquilo que nos prejudica e nos torna pequenos é o que liberta e fortalece.

Entre os 40 e 50 anos de idade, muitas pessoas se dão conta de que não estão vivendo sua vida ou que não desejam a vida que têm. Querem deixar o trabalho que fazem há anos e se dedicar a outra coisa ou se formar em outros âmbitos profissionais. Muitos até se voluntariam em uma ONG e vão para outro continente. Alguns deixam seus parceiros e partem sós ou com outras pessoas. Definitivamente, precisam de uma mudança radical.

Essas transformações bruscas podem desembocar em situações de crise existencial profunda. Minha crise pessoal chegou quando tudo aquilo que, durante anos, tinha dado suporte e sentido à minha vida deixou de ser a base que tinha me apoiado. Apesar de estar rodeada de gente, sentia-me só, incompreendida e em um deserto. Estava me afogando e morrendo por dentro. O que me empurrava era um anseio de liberdade e criatividade.

Comecei falando com pessoas com quem convivia naquela época e me senti totalmente incompreendida. Assim, iniciei diálogos com outros amigos mais distantes, que acabaram se tornando verdadeiros amigos. Me arrisquei, me abri. Uns me deram as costas e outros me acolheram. Clique aqui para ler mais.

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